Conheça: Naira Mattia

Fotografia com ângulo feminino e tons pastéis

Recentemente tive a oportunidade de conhecer a Naira Mattia e seu trabalho com cores, luzes e formas em fotografias incríveis.
 

 
Durante um evento no qual pude expor meus trabalhos ao lado de outras mulheres inspiradoras além da Naira (vide Bruna Bento e Débora Nisenbaum <3) pude entender um pouco – além da minha própria experiência – sobre como nos desdobramos em busca do que realmente queremos fazer, mesmo que isso não acabe sendo lá tão duradouro como imaginamos.

Digo isso pois a Naira – assim como eu – se formou em publicidade, seguindo profissionalmente na área até entender que aquilo não condizia com seus anseios.

De São Paulo (para o mundo!) ela hoje fotografa ensaios, retratos, viagens e inúmeras composições pensadas cautelosamente. É só dar uma olhada pelo seu Instagram para saber do que estou falando.
 

[caption id="attachment_16123" align="alignnone" width="1170"] auto-retrato de Naira Mattia[/caption]  
Além de seu trabalho artístico, Naira também mantém um blog, onde além de postar seus trabalhos ela fala sobre seu processo, comenta algumas referências e dá boas dicas para quem está se acostumando com a fotografia profissional ou amadora.

Em um dos seus posts sobre construção de imagem, ela diz:

PRESENÇA: assumir a responsabilidade sobre os elementos que conseguimos controlar. estar sensível à realidade que nos circunda. deixar que a intuição nos diga como reagir. assumir como reais todas as variáveis. não julgar, só sentir.

É realmente importante essa percepção para qualquer processo artístico. Acredito que isso explica boa parte da beleza das composições da fotógrafa.
 
[caption id="attachment_16124" align="alignnone" width="1170"] trabalho de Naira Mattia para o EP “Salva-Vidas” de Geo[/caption]  


Siga a Naira Mattia: Portfolio / Blog / Instagram
 

Mais de Fernanda Garcia

Ouça: Kim Jung Mi

Em meio a agitação política ditatorial sul-coreana nos anos 70, emergia uma voz feminina suave trazendo calmaria e chamando a atenção de ouvidos espertos.

Kim Jung Mi lançou o álbum Now em 1970, que foi produzido por Shin Jung-hyeon, um dos precursores do rock coreano.

Há uma clara influência norte-americana no álbum, que segue as referências de Shin Jung-hyeon. Mas além disso, sentimos uma pitada de Françoise Hardy (cantora francesa) e Nico (multi-artista alemã), ambas com carreiras em seu auge nos anos 60 e 70. Folk, levemente psicodélico e um timbre vocal delicioso.

Como um ventinho fresco na primavera, Now é um disco que te leva à uma tarde no parque e te liberta um pouco de sensações pesadas.

Agora, sem mais delongas:

Ah, e as músicas de Kim também estão no Spotify. Ouve lá ;)


 

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