Chloë Sevigny fez um zine de ex-boys

[caption id="attachment_4540" align="alignleft" width="302"]"No Time For Love", de Chloë Sevigny “No Time For Love”, de Chloë Sevigny[/caption]

Faz tempo que quero escrever na Ovelha sobre a minha musa suprema. Já pensei em falar como ela está incrível na série “Bloodline”, do Netflix; sobre como ela sempre se envolve em campanhas belíssimas de moda, como as da Miu Miu e da Tomboy; sobre o livro de fotografias de sua vida que ela acabou de lançar pela Rizzoli (à venda na Urban Outfitters); sobre as milhares de entrevistas maravilhosas que ela dá…

Enfim… a Chloë Sevigny é um ícone do cinema independente americano contemporâneo. Ela foi indicada ao Oscar e ao Globo de Ouro em 2000 por “Meninos não choram”, o que a deixou mais famosa, mas acho que a maioria das pessoas lembra dela pelo seu primeiro papel no cinema, que foi em “Kids”. O filme foi lançado há 20 anos, quando Chloë era uma jovenzita e namorava o talentoso e também jovenzito Harmony Korine.

Posso ficar séculos falando sobre a trajetória da Chloë, mas serei breve. Ela aproveitou o lançamento do livro de fotos que citei acima para fazer um zine “com o que sobrou” dos homens que passaram pela sua vida. Intitulado “No Time For Love”, o zine tem 28 páginas e está à venda neste site. Acho bonito esse lance que a Chloë tem – e já assumiu em vídeos como dessa série aqui – de guardar tudo o quanto é lembrança (fotos, roupas, objetos, recortes de jornais). O legal também é que ela colocou etiquetas nos rostos de todos os ex-boys para manter a privacidade, deixando um mistério no ar.

[caption id="attachment_4541" align="aligncenter" width="510"]"No Time For Love", de Chloë Sevigny “No Time For Love”, de Chloë Sevigny[/caption] [caption id="attachment_4543" align="aligncenter" width="510"]"No Time For Love", de Chloë Sevigny “No Time For Love”, de Chloë Sevigny[/caption]
Mais de Letícia Mendes

Ouça: Melodrama, Lorde

Há três meses esperávamos por esse álbum. Uma eternidade para a época em que vivemos, vai. Desde que a Lorde divulgou o clipe de Green light no YouTube, em março, que fiquei com mais vontade ainda de ouvir o disco Melodrama.

Na verdade, se for fazer as contas e tudo mais, já faz 4 anos que aguardamos um lançamento da Lorde. Faz 4 anos que cantávamos Royals como se a letra fizesse um super sentido na nossa vida. O primeiro álbum dela, Pure Heroine, saiu quando ela completava 16 anos, minha gente. Ai, adolescentes precoces…

Melodrama é bem autoexplicativo. É sobre aquele primeiro coração partido, o primeiro desgosto com o amor. Em sua maior parte, é sobre como superar o fim de um relacionamento sério, mesmo que se apoiando em alguns vícios de vez em quando para poder sair daquele fundo do poço. O famoso “Let it go, let it go…”, o desapego que gostaríamos tanto de alcançar.

All those rumours, they have big teeth
Oh, they bite you
Thought you said that you would always be in love
But you’re not in love, no more
Did it frighten you?
How we kissed when we danced on the light up floor
On the light up floor

 
Gostei muito que a Lorde continua com suas letras sobre grandes dramas existenciais da vida, mas deixou tudo muito mais dançante do que no primeiro álbum. Isso é em parte papel de sua parceria com o produtor Jack Antonoff (também marido da Lena Dunham).

Acho que realmente devíamos dançar muito mais em cima do nosso próprio drama. Hard Feelings / Loveless, que música maravilhosa! E Liability, que é um desabafo dessa vida pós-Pure Heroine:

“So they pull back, make other plans/ I understand.”

E essa capa do disco! Assim que eu descobrir quem fez, atualizo aqui :)
A maravilhosa arte da capa foi feita pelo artista plástico Sam McKinniss

Ouçam agora mesmo esse disco e comentem o que acharam:
 

 

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“Bloodline”, do Netflix; sobre como ela sempre se envolve em campanhas belíssimas de moda, como as da Miu Miu e da Tomboy; sobre o livro de fotografias de sua vida que ela acabou de lançar pela Rizzoli (à venda na Urban Outfitters); sobre as milhares de entrevistas maravilhosas que ela dá…

Enfim… a Chloë Sevigny é um ícone do cinema independente americano contemporâneo. Ela foi indicada ao Oscar e ao Globo de Ouro em 2000 por “Meninos não choram”, o que a deixou mais famosa, mas acho que a maioria das pessoas lembra dela pelo seu primeiro papel no cinema, que foi em “Kids”. O filme foi lançado há 20 anos, quando Chloë era uma jovenzita e namorava o talentoso e também jovenzito Harmony Korine.

Posso ficar séculos falando sobre a trajetória da Chloë, mas serei breve. Ela aproveitou o lançamento do livro de fotos que citei acima para fazer um zine “com o que sobrou” dos homens que passaram pela sua vida. Intitulado “No Time For Love”, o zine tem 28 páginas e está à venda neste site. Acho bonito esse lance que a Chloë tem – e já assumiu em vídeos como dessa série aqui – de guardar tudo o quanto é lembrança (fotos, roupas, objetos, recortes de jornais). O legal também é que ela colocou etiquetas nos rostos de todos os ex-boys para manter a privacidade, deixando um mistério no ar.

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