Exercício físico é para todos os corpos

Uma academia nos EUA chamada Blink Fitness acabou de lançar uma campanha que contempla todos os corpos. “Every Body Happy” traz pessoas de diferentes cores, tamanhos e idades se mostrando muito felizes em mexer seus corpinhos.

 

 
Pode parecer bobo, mas a gente SABE como é incrível poder ver diferentes pessoas representadas em uma propaganda fitness. O que vemos normalmente de academias e marcas esportivas são aqueles corpos sarados, trabalhados e que parecem estar bem cheirosos, apesar de todo o esforço físico. Parece até que quem vai à academia são só pessoas com “tudo no lugar”. Imagina eu, gorda, ali no meio? Imagina eu, toda travada, tentado fazer alongamento ao lado dessa gente! Imagina eu, fracote, tentado puxar ferro? Imagina eu, desengonçada, tentando um pole dance?

Mas felizmente, de uns tempos pra cá, com toda a buena onda de coletivos e manifestações que celebram a autoestima e exigem uma maior representatividade do que é real e diverso entre as pessoas, vemos que muitas iniciativas incríveis.

Um exemplo disso é a campanha “This Girl Can“, do início de 2015. Uma pesquisa da Sport England, que é um órgão ligado ao Ministério de Cultura, Mídia e Esporte da Inglaterra, descobriu que as mulheres não são tão fisicamente ativas quanto os homens porque elas se preocupam sobre como seus corpos serão percebidos. Para incentivá-las a serem mais ativas, a organização lançou um vídeo da campanha que apresenta as mulheres se divertindo em atividades físicas sem vergonha de sua aparência, mostrando uma variedade de formas e tamanhos de corpo trabalhando ao máximo. Seja na pratica de um esporte, dança ou academia, o anúncio celebra a força e a alegria do ato de se mover.

 

 
A campanha da Nike Women, do ano passado, tem um apelo mais sarcástico e ao mesmo tempo bastante honesto. Mesmo tropeçando na falta de diversidade do casting (afinal, só tem mulheres magras e bonitinhas no filme da campanha), a iniciativa #DesperteSeuMelhor (no inglês, Better For It) tem como objetivo inspirar as mulheres a serem ativas e aceitarem novos desafios, mesmo quando é difícil se manter focada no exercício (porque é difícil sim, principalmente pra quem não tem o costume de movimentar seu corpitcho).

 
https://www.youtube.com/watch?v=A9bawGd_e5g
 
Ainda falando da Nike (sempre ela), outra campanha bastante real e poderosa é como uma continuação do que iniciou com “Find Your Greatness“, de 2012. No filme “Last”, a câmera faz um lento tracking reverso para mostrar aquela parte da maratona que ninguém presta atenção: os últimos colocados. Ao som de “Every Little Bit Hurts” (nome mais adequado impossível), cantada por Aretha Franklin, vemos uma garota que não desistiu de correr, mesmo tendo ficado para trás. Não sei vocês, mas eu me identifico com ela.

 

 

Mais de Nina Grando

A mina de ‘Hotline Bling’ tava é feliz da vida

EVER SINCE I LEFT THE CITY YOU!

Hotline Bling, do Drake, foi uma das músicas de 2015. Todo mundo já ouviu, já dançou, viu o clipe e prestou atenção no mimimi da letra, que fala sobre uma garota que mudou da água pro vinho depois de que o relacionamento acabou.

Vem comigo:

 

 

You used to call me on my cell phone
Late night when you need my love
Call me on my cell phone
Late night when you need my love

Você costumava ligar para o meu celular
De madrugada, quando você precisava do meu amor
Ligava para o meu celular
De madrugada, quando você precisava do meu amor

 
Uh, beibe! Sim, sim, estamos falando daquela ligadinha safada de quem precisa de uma boa noite de sono, se é que me entendem. Até aí, YOU GO, GIRL! Xou.
 

I know when that hotline bling
That can only mean one thing

Eu sei que quando o celular toca
Só pode significar uma coisa

 
Sim, tá bem óbfioooo. Significa que HOJE TEM.
 

Ever since I left the city, you
Got a reputation for yourself now
Everybody knows and I feel left out
Girl you got me down, you got me stressed out
Cause ever since I left the city, you
Started wearing less and goin’ out more
Glasses of champagne out on the dance floor
Hangin’ with some girls I’ve never seen before

Desde que eu fui embora da cidade, você
Ganhou uma reputação só sua, agora
Todo mundo sabe e eu estou me sentindo de lado
Garota, você me deixou triste, me deixou estressado
Pois desde que eu fui embora da cidade, você
Começou a usar roupas mais curtas e sair mais
Com taças de champanhe na pista de dança
Saindo com algumas meninas que eu nunca vi antes

 
Bom… cada pessoa vê o relacionamento de um jeito, né? Ele começa a música dizendo que a gatinha ligava pra ele de madrugada querendo seu corpinho, sua companhia, que seja. E é isso que a gente tem da intro. A chuchu até que podia curtir o cara, poxa. Podiam ser namorados. Mas aí o cara esperar que ela enviuvasse só porque a relação acabou? Ha, ha. Migo, SEJE MENAS.

 
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A música continua e mais male tears:
 

Ever since I left the city, you, you, you
You and me we just don’t get along
You make me feel like I did you wrong
Going places where you don’t belong
Ever since I left the city, you
You got exactly what you asked for
Running out of pages in your passport
Hanging with some girls I’ve never seen before

Desde que eu fui embora da cidade você, você, você
Você e eu simplesmente não nos damos mais bem
Você fez eu me sentir como se tivesse feito algo errado
Indo a lugares onde não é a sua cara
Desde que eu fui embora da cidade, você
Você teve exatamente o que pediu
Esgotando as páginas do seu passaporte
Saindo com algumas meninas que eu nunca vi antes

 
Drake, senta aqui, vamos conversar. Olha só, assim como você, a gatinha também não quer ficar parada na mesma cidadezinha de origem. Ela quer ver o mundo também, trilhar o rumo dela, fazer suas próprias escolhas. O que isso tem de absurdo? Talvez o choque de ver a diferença que era ela durante o relacionamento e depois, não é mesmo? Uma garota aparentemente ingênua e reclusa agora fazendo acontecer nesse mundão. É, cara. Não dá pra prender ninguém na coleira, não.
 

These days, all I do is
Wonder if you bendin’ over backwards for someone else
Wonder if your rollin’ over backwoods for someone else
Doing things I taught you
Gettin’ nasty for someone else
You don’t need no one else
You don’t need nobody else, no
Why you never alone
Why you always touching road
Used to always stay at home, be a good girl
You was in the zone
You should just be yourself
Right now, you’re someone else

Hoje em dia, tudo que faço é
Me perguntar se você está saindo com outra pessoa
Me pergunto se você está enrolando outra pessoa
Fazendo coisas que eu ensinei
Ficando safada para outra pessoa
Você não precisa de mais ninguém
Você não precisa de mais ninguém, não
Por que você nunca está sozinha?
Por que você está sempre caindo na estrada
Você sempre ficava em casa, seja uma boa menina
Você estava na sua
Você devia ser apenas você mesma
Agora, você é outra pessoa

 
VAMOS LÁ QUE AGORA FICOU BOM. Então enquanto o boy e ela tinham um caso, ela era uma moça DE FAMÍLIA (cof, cof, cof), comportada, pra casar, recatada, isolada, casta, anti-social, careta – quer dizer, essa era a imagem dela pra sociedade (alô, patriarcado!), mas ele bem sabe como ela é na cama, sabe do que ela gosta. Daí o que acontece? Quando ele sai da cidade para ganhar o mundo, ela simplesmente vai lá, TOCA A VIDA e se liberta desse relacionamento aprisionador. Ao invés de ficar em casa, trancada no quarto, chorando pelo leite derramado, resguardando a pepeca para quando seu amado voltar, – NÃO! – ela então se descobre, se diverte, e começa finalmente a viver sem estar à sombra ou na coleira de homem algum.

ISSO É FANTÁSTICO, GENTE.

Hotline Bling é a história de toda a mulher que se livrou de um relacionamento péssimo ou até mesmo abusivo. E nosso amigo Drake canta o que todo o homem ciumento e possessivo espera do comportamento das suas ex mulheres. Melhor, a letra diz o que pensam os homens machistas, num desabafo desapontado ao ver que uma mulher se empoderou sem eles.

Independência ou morte, não é mesmo?
 
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Pode parecer bobo, mas a gente SABE como é incrível poder ver diferentes pessoas representadas em uma propaganda fitness. O que vemos normalmente de academias e marcas esportivas são aqueles corpos sarados, trabalhados e que parecem estar bem cheirosos, apesar de todo o esforço físico. Parece até que quem vai à academia são só pessoas com “tudo no lugar”. Imagina eu, gorda, ali no meio? Imagina eu, toda travada, tentado fazer alongamento ao lado dessa gente! Imagina eu, fracote, tentado puxar ferro? Imagina eu, desengonçada, tentando um pole dance?

Mas felizmente, de uns tempos pra cá, com toda a buena onda de coletivos e manifestações que celebram a autoestima e exigem uma maior representatividade do que é real e diverso entre as pessoas, vemos que muitas iniciativas incríveis.

Um exemplo disso é a campanha “This Girl Can“, do início de 2015. Uma pesquisa da Sport England, que é um órgão ligado ao Ministério de Cultura, Mídia e Esporte da Inglaterra, descobriu que as mulheres não são tão fisicamente ativas quanto os homens porque elas se preocupam sobre como seus corpos serão percebidos. Para incentivá-las a serem mais ativas, a organização lançou um vídeo da campanha que apresenta as mulheres se divertindo em atividades físicas sem vergonha de sua aparência, mostrando uma variedade de formas e tamanhos de corpo trabalhando ao máximo. Seja na pratica de um esporte, dança ou academia, o anúncio celebra a força e a alegria do ato de se mover.

 

 
A campanha da Nike Women, do ano passado, tem um apelo mais sarcástico e ao mesmo tempo bastante honesto. Mesmo tropeçando na falta de diversidade do casting (afinal, só tem mulheres magras e bonitinhas no filme da campanha), a iniciativa #DesperteSeuMelhor (no inglês, Better For It) tem como objetivo inspirar as mulheres a serem ativas e aceitarem novos desafios, mesmo quando é difícil se manter focada no exercício (porque é difícil sim, principalmente pra quem não tem o costume de movimentar seu corpitcho).

 
https://www.youtube.com/watch?v=A9bawGd_e5g
 
Ainda falando da Nike (sempre ela), outra campanha bastante real e poderosa é como uma continuação do que iniciou com “Find Your Greatness“, de 2012. No filme “Last”, a câmera faz um lento tracking reverso para mostrar aquela parte da maratona que ninguém presta atenção: os últimos colocados. Ao som de “Every Little Bit Hurts” (nome mais adequado impossível), cantada por Aretha Franklin, vemos uma garota que não desistiu de correr, mesmo tendo ficado para trás. Não sei vocês, mas eu me identifico com ela.

 

 

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