Assista: A Escolha Perfeita 2

As Barden Bellas voltaram tão maravilhosas quanto no primeiro longa de A Escolha Perfeita. A sequência estreou este mês nos cinemas brasileiros e conta com o mesmo elenco principal, mas agora com a direção e produção de Elizabeth Banks, que também interpreta Gail Abernathy-McKadden, a comentarista de campeonatos de a capella.

O filme continua a história das Bellas, que depois de uma humilhante performance entram em uma competição internacional, onde nunca um grupo americano foi campeão, para recuperar a reputação e o direito de se apresentar. Olhando a sinopse parece um filme bobo, dá uma preguicinha. Confesso que demorei para assistir o primeiro por puro preconceito. Pensava quer era só um besteirol, mais do mesmo e que iria odiar. Mas me enganei.

A graça existe do começo ao fim e é recheada de ironia e referências pop. Acho que foi por isso me apaixonei tanto pelos filmes. São piadas inesperadas, com malícia e que te fazem gargalhar. As personagens não são nada convencionais e são diferentes umas das outras. Cada uma com sua particularidade e talento.
 

 

Who run the world?

Ambos os filmes giram em torno de um grupo de mulheres e que precisa ser uma equipe eficiente. E isso só é possível com a sororidade construída. Elas se apoiam, ajudam umas as outras e aceitam as diferenças que as tornam tão completas.

 
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Claro que existem desentendimentos na história, afinal são DEZ meninas tentando se organizar, mas nada como uma conversa, ou uma intervenção para ajudar. As lições de que precisamos umas das outras e que juntas somos mais fortes é maravilhosa. É impressionante como o filme consegue passar essas mensagem de uma maneira descontraída. É muito girl power envolvido.

 
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Rebel Wilson

Como não amar a melhor integrante do grupo de a capella americano que na verdade é australiana? Sim, Fat Amy (ou seria Fat Patricia?), interpretada por Rebel Wilson, é uma das melhores personagem do filme. Com certeza está no topo da minha lista.

 
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As piadas irônicas, o ego extremamente inflado, as histórias bizarras, o jeito que ela leva a vida, é tudo maravilhoso. Rebel conquistou meu coração de uma maneira inexplicável tanto com sua personagem, como na vida real.

 
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A atriz conseguiu construir uma personagem emponderada ao extremo. Ela é gorda e isso é apenas uma característica que não a incomoda de maneira nenhuma. É sinônimo de beleza. Quando o assunto sobre a forma física é abordado, nunca é um big deal e sempre vem dela.
 

 

Machismo dentro e fora da tela

O humor irônico está principalmente ligado às críticas ao machismo. São dois os personagens extremamente misóginos. O também comentarista de competições de a capella, John Smith, interpretado por John Michael Higgins, e o Bumper, integrante de outro grupo da universidade, interpretado por Adam DeVine.

 
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Os dois são machistas e odeiam as Bellas. Não aceitam que elas são talentosas e boas no que fazem. Durante todo o filme eles não admitem isso e soltam as piores frases misóginas que se pode ouvir da maneira mais normal possível, como se não fosse nada demais. Porém, as personagens da Elizabeth Banks e de Rebel Wilson dão as melhores respostas para essas atrocidades.

Sabe o que é mais engraçado disso tudo? Eles são os mais burros de todo o filme.

 
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E o sexismo não fica apenas dentro da tela. No começo do ano, a diretora, produtora e atriz de A Escolha Perfeita falou que se sentiu “obrigada” a mudar o foco de sua carreira graças ao machismo de Hollywood. “Eu definitivamente senti que estava insatisfeita e um pouco entediada com as coisas que estavam vindo para minha mesa. Acho que em um certo ponto, eu estava tipo, ‘Eu sou vibrante e vital e interessada. Eu ainda consigo fazer isso’”, disse ao site Deadline

Elizabeth bateu o recorde de bilheteria de diretores iniciantes no final de semana de estreia e sua empresa de produção já está trabalhando loucamente no terceiro filme da série.

 
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A Escolha Perfeita 2 está em cartaz e vale a pena assistir, seja pelas risadas ou pelo emponderamento.

 

Mais de Raphaella Salles

Barbie e a mudança que precisamos

É fácil perceber a força de um produto ou marca quando eles lançam algo novo e toda a internet só fala disso. A Barbie anunciou hoje sua nova linha com “mulheres reais” e o melhor de tudo: elas tem diversos estilos, cabelos, peles e corpos.

Com quatro tipos de corpos, sete tons de pele, 22 cores de olhos e 24 penteados diferentes, a Barbie, em seu site oficial, diz estar muito orgulhosa de “oferecer às meninas mais opções do que nunca”.

E não é só a empresa que está feliz com esse lançamento. Eu, uma apaixonada pela boneca desde sempre, dei pulos de alegria e corri para expressar meu amor por essa novidade recheada de representatividade.

Eu sou gorda, baixa e meu cabelo é extremamente cacheado e armado. Nunca me senti representada fisicamente pela Barbie e ela era minha boneca preferida. É óbvio que, quando tinha uns 8 anos, sonhava em ser uma adulta igual a ela: alta, magra, loira e com o cabelo liso.

Já tentei ser alta, mas odeio salto. Já tentei ser magra, mas meu biotipo não deixa. Já tentei ser loira, mas meu cabelo ficou todo ressecado. E já tentei ter cabelo liso, mas era muito tempo e dinheiro gasto.

Mesmo depois dessas tentativas frustradas, não deixei de amar a boneca que me fez companhia durante toda a infância (brinquei com elas até os 14 anos) porque ela também representava uma mulher independente e tinha inúmeras profissões maravilhosas.

Mas a minha experiência não é a mesma de todas as outras meninas. Eu tenho uma sobrinha de 6 anos que já sofreu bullying na escola (sim, na pré-escola) por causa da aparência. Ela é uma criança saudável, que pratica esportes, sente os ossos doerem porque está crescendo e é “gordinha”. O problema aqui é: ela já fala que tem que fazer dieta e emagrecer, apesar de constantemente falarmos que ela é linda. Ela brinca de Barbie também.

Minha felicidade em ver essas novas bonecas é que ela e as crianças dessa nova geração poderão se identificar, e eu também. Eu vou me sentir representada pela boneca que sempre amei, minha sobrinha vai se sentir representada pela boneca que ela ama e todas as outras meninas também vão.

Sabe a história do menino que se identificou com o boneco do Finn do Star Wars? É quase o mesmo sentimento. É poder brincar com aquilo que nos é semelhante. É poder ser representada. E representatividade importa.

 

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As Barden Bellas voltaram tão maravilhosas quanto no primeiro longa de A Escolha Perfeita. A sequência estreou este mês nos cinemas brasileiros e conta com o mesmo elenco principal, mas agora com a direção e produção de Elizabeth Banks, que também interpreta Gail Abernathy-McKadden, a comentarista de campeonatos de a capella.

O filme continua a história das Bellas, que depois de uma humilhante performance entram em uma competição internacional, onde nunca um grupo americano foi campeão, para recuperar a reputação e o direito de se apresentar. Olhando a sinopse parece um filme bobo, dá uma preguicinha. Confesso que demorei para assistir o primeiro por puro preconceito. Pensava quer era só um besteirol, mais do mesmo e que iria odiar. Mas me enganei.

A graça existe do começo ao fim e é recheada de ironia e referências pop. Acho que foi por isso me apaixonei tanto pelos filmes. São piadas inesperadas, com malícia e que te fazem gargalhar. As personagens não são nada convencionais e são diferentes umas das outras. Cada uma com sua particularidade e talento.
 

 

Who run the world?

Ambos os filmes giram em torno de um grupo de mulheres e que precisa ser uma equipe eficiente. E isso só é possível com a sororidade construída. Elas se apoiam, ajudam umas as outras e aceitam as diferenças que as tornam tão completas.

 
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Claro que existem desentendimentos na história, afinal são DEZ meninas tentando se organizar, mas nada como uma conversa, ou uma intervenção para ajudar. As lições de que precisamos umas das outras e que juntas somos mais fortes é maravilhosa. É impressionante como o filme consegue passar essas mensagem de uma maneira descontraída. É muito girl power envolvido.

 
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Rebel Wilson

Como não amar a melhor integrante do grupo de a capella americano que na verdade é australiana? Sim, Fat Amy (ou seria Fat Patricia?), interpretada por Rebel Wilson, é uma das melhores personagem do filme. Com certeza está no topo da minha lista.

 
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As piadas irônicas, o ego extremamente inflado, as histórias bizarras, o jeito que ela leva a vida, é tudo maravilhoso. Rebel conquistou meu coração de uma maneira inexplicável tanto com sua personagem, como na vida real.

 
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A atriz conseguiu construir uma personagem emponderada ao extremo. Ela é gorda e isso é apenas uma característica que não a incomoda de maneira nenhuma. É sinônimo de beleza. Quando o assunto sobre a forma física é abordado, nunca é um big deal e sempre vem dela.
 

 

Machismo dentro e fora da tela

O humor irônico está principalmente ligado às críticas ao machismo. São dois os personagens extremamente misóginos. O também comentarista de competições de a capella, John Smith, interpretado por John Michael Higgins, e o Bumper, integrante de outro grupo da universidade, interpretado por Adam DeVine.

 
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Os dois são machistas e odeiam as Bellas. Não aceitam que elas são talentosas e boas no que fazem. Durante todo o filme eles não admitem isso e soltam as piores frases misóginas que se pode ouvir da maneira mais normal possível, como se não fosse nada demais. Porém, as personagens da Elizabeth Banks e de Rebel Wilson dão as melhores respostas para essas atrocidades.

Sabe o que é mais engraçado disso tudo? Eles são os mais burros de todo o filme.

 
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E o sexismo não fica apenas dentro da tela. No começo do ano, a diretora, produtora e atriz de A Escolha Perfeita falou que se sentiu “obrigada” a mudar o foco de sua carreira graças ao machismo de Hollywood. “Eu definitivamente senti que estava insatisfeita e um pouco entediada com as coisas que estavam vindo para minha mesa. Acho que em um certo ponto, eu estava tipo, ‘Eu sou vibrante e vital e interessada. Eu ainda consigo fazer isso’”, disse ao site Deadline

Elizabeth bateu o recorde de bilheteria de diretores iniciantes no final de semana de estreia e sua empresa de produção já está trabalhando loucamente no terceiro filme da série.

 

A Escolha Perfeita 2 está em cartaz e vale a pena assistir, seja pelas risadas ou pelo emponderamento.

 

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