Como Sailor Moon empoderou crianças

A Vice lançou neste mês de março uma série chamada “American Obsessions” onde eles apresentam com mini documentários um olhar sobre a tendência que rola na consciência americana. O mais recente episódio mostra como Sailor Moon influenciou positivamente a vida de algumas crianças nos anos 90, enquanto passavam por questões de identidade, gênero e aceitação.

 
[caption id="attachment_10145" align="aligncenter" width="690"]0b56fed4-175c-45a2-ad37-cd729f3e8369 Sailor Netuno e Sailor Urano = ♡[/caption]  
No início do documentário, Charlene Ingram diz:

“Sailor Moon tem uma mensagem muito pura, que é fácil de entender superficialmente, mas se você se aprofundar vê que tem várias, várias camadas. Se você ver como uma forma muito básica de um time de garotas derrotando seus inimigos, isso é fácil de entender. Mas quando você olha para as personalidades das personagens e até dos vilões, isso se torna bastante complexo”.

 
[caption id="attachment_10139" align="aligncenter" width="690"]anigif_enhanced-buzz-20357-1373406860-9 Kunzite e Zoisite, um relacionamento gay super fofo na versão original do anime. Porém, em muitos países como no Brasil, Zoisite foi dublado por uma mulher :([/caption]  
Outro fã, Barry, lembra:

“Quando eu estava na escola as outras crianças cantavam músicas sobre me matar, pulando em círculos ao meu redor […]. Eu não tive [na infância] a experiência de ter amigos, mas ‘Sailor Moon’ estava sempre mostrando quão legal era ter amigos, como era incrível… E ela era tão boa com eles… Eu sempre pensava: ‘quando tiver amigos, serei bom assim também”.

 
[caption id="attachment_10148" align="aligncenter" width="690"]sailor-starlights-transform As Sailor Starlights mudavam de gênero no anime![/caption]  
No dia internacional da Sailor Moon em Nova York, vemos o depoimento de Alex, que conta que este é um dia em que eles podem se sentir livres, onde encontram pessoas do passado que os ajudaram a se sentirem mais fortes.

Sailor Moon mostra fantásticas heroínas que não têm vergonha de suas identidades e acho que isso nos une.

Ainda não temos uma versão legendada em português, mas para quem quiser (e puder) ver na íntegra em inglês mesmo, dá o play abaixo! :)

 

 

Mais de Fernanda Garcia

Primeira animação paquistanesa feita à mão

Com claras referências japonesas, está a caminho a primeira animação feita à mão do Paquistão! “The Glassworker” é dirigida pelo multiartista Usman Riaz e está em campanha de arrecadação no Kickstarter!

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A história é sobre um jovem garoto que aprende com seu pai a arte de modelar vidros em sua loja. Ele cresce e se apaixona por uma frequente visitante chamada Alliz. A narrativa segue ao longo da vida dos dois e de seu relacionamento, enquanto o rapaz descobre que “a vida é linda, porém frágil, como o vidro”.

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Toda a trilha sonora é composta pelo próprio diretor Usman Riaz (uôu), mas é claro que ele não faz tudo sozinho. Sua equipe diversificada conta atualmente com 10 pessoas, entre elas a produtora Alliz Espi (Reino Unido), a diretora de arte Mariam Riaz Paracha (Paquistão/EUA), a designer de personagens Sofia Abdullah (Malásia) e o produtor de som Vicente Espi (África do Sul).

O pequeno time faz parte do estúdio Mano. O Paquistão ainda não possui uma indústria de animação feita à mão e, com essa campanha, eles esperam incentivar o trabalho dos artistas em um projeto que possam se orgulhar. <3

 

A campanha do Kickstarter conseguiu atingir (em 16 dias!) e ultrapassar a meta inicial de 50.000 dólares para a produção do filme. Agora eles já podem inclusive gravar a trilha sonora completa feita por uma orquestra! (Ghibli feelings? Sim! Joe Hisaishi vibes? Também!)

Agora vamos ao que interessa ~ uh la la~

https://www.youtube.com/watch?v=yuz_gnoehqk

Sente a responsa:

Vídeo explicativo para o Kickstarter

TED com o diretor e compositor

Se você ainda quiser apoiar, vai nessa que a campanha acaba no dia 3 de abril. Entre as recompensas, eles oferecem o download em HD do filme, trilha sonora e também há a opção de adquirir o art book do filme! Dá uma olhada.

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Vice lançou neste mês de março uma série chamada “American Obsessions” onde eles apresentam com mini documentários um olhar sobre a tendência que rola na consciência americana. O mais recente episódio mostra como Sailor Moon influenciou positivamente a vida de algumas crianças nos anos 90, enquanto passavam por questões de identidade, gênero e aceitação.

 

 
No início do documentário, Charlene Ingram diz:

“Sailor Moon tem uma mensagem muito pura, que é fácil de entender superficialmente, mas se você se aprofundar vê que tem várias, várias camadas. Se você ver como uma forma muito básica de um time de garotas derrotando seus inimigos, isso é fácil de entender. Mas quando você olha para as personalidades das personagens e até dos vilões, isso se torna bastante complexo”.

 

 
Outro fã, Barry, lembra:

“Quando eu estava na escola as outras crianças cantavam músicas sobre me matar, pulando em círculos ao meu redor […]. Eu não tive [na infância] a experiência de ter amigos, mas ‘Sailor Moon’ estava sempre mostrando quão legal era ter amigos, como era incrível… E ela era tão boa com eles… Eu sempre pensava: ‘quando tiver amigos, serei bom assim também”.

 

 
No dia internacional da Sailor Moon em Nova York, vemos o depoimento de Alex, que conta que este é um dia em que eles podem se sentir livres, onde encontram pessoas do passado que os ajudaram a se sentirem mais fortes.

Sailor Moon mostra fantásticas heroínas que não têm vergonha de suas identidades e acho que isso nos une.

Ainda não temos uma versão legendada em português, mas para quem quiser (e puder) ver na íntegra em inglês mesmo, dá o play abaixo! :)

 

 

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