Gilmore Girls aos 30

Ilustração feita com exclusividade por Sarah Assaf

Muitas amigas postaram no Facebook, em meados de Junho, assuntos sobre Gilmore Girls e contando que estavam revendo a série. Falavam sobre as experiências nostálgicas, identificações com a Rory por ter a mesma idade na época em que foi lançada, por serem tímidas, por lidarem com assuntos escolares, primeiros amores, etc. Decidi então começar a ver também para poder interagir com o assunto e ter essa memória coletiva com minhas amigas.

 
[caption id="attachment_12249" align="aligncenter" width="600"]giphy-12 ~ migas <3 ~[/caption]  

Preciso avisar que vai ter spoiler, será?
[infobox maintitle="~ SPOILER ALERT ~" subtitle="Contém spoiler a partir daqui, caso você não tenha assistido :)" bg="red" color="black" opacity="on" space="30" link="no link"]  


 

 
Quando vi a abertura pela primeira vez, há mais ou menos três meses, achei que fosse ser uma série muito tosca. Vamos combinar, não há nada mais ano dois mil do que uma abertura em sépia com uma música cafonérrima (e o armário da Lorelai, risos), certo? Mal sabia que, pelas próximas três semanas, eu veria as 7 temporadas e não pularia a abertura para bater palmas no ritmo da música, aquela, cafonérrima.

 
[caption id="attachment_12247" align="aligncenter" width="495"]giphy-14 VEM COM TUDO DEOSA[/caption]  
Antes de começar, eu estava com medo porque sabia um pouco do mote e não tive um relacionamento muito bom com a minha mãe durante boa parte da minha vida. Talvez por isso eu tivesse evitado essa série 15 anos atrás, tinha medo da série me gerar gatilhos emocionais fortes por causa disso. Os gatilhos aconteceram, por mais que eu tenha esperado 15 anos, mas por motivos que eu jamais iria imaginar.

Comecei a assistir a série e muito resumidamente, eu era a Lorelai, hahaha. Eu estava ali me vendo, vendo meu humor sarcástico, irônico e rápido (com piadas ruins sim, haha) ser usado em defesa de babaquices atuais e traumas de infância. Eu estava vendo a personagem que, desde de que saiu de casa, não conseguiu se relacionar construtivamente com seus pais. Tanto eu quanto Lorelai carregávamos uma sensação de justiça misturada com culpa e auto salvação nesse tal ~ sair de casa. Até mesmo o meu pai é ao mesmo tempo o Richard e a Emily (pais da Lorelai e avôs da Rory), a semelhança é muito gritante em muitos aspectos. Isso foi bastante surpreendente, e é claro que eu não me identificaria com a Rory, eu tenho 30 anos, eu me identifiquei com a Lorelai (que tem 32 quando a série começa) na hora, haha. A adolescente problema, expansiva, que começou a transar cedo, beber e quebrar impostos padrões de comportamento e ser bastante julgada por isso.

 
[caption id="attachment_12248" align="aligncenter" width="480"]giphy-13 ~ nada não, hihi ~[/caption]

 

Acho que já estamos íntimas o suficiente para chamar Gilmore Girls de GG, risos.

 
Percebi que, mesmo não tendo lido nada sobre a série antes, GG havia sido criada e escrita por uma mulher. Os motivos eram todos óbvios, o mote principal é uma mãe solteira que teve sua filha adolescente. Os personagens masculinos são personagens muito reais aos olhos de uma mulher, falhas reais, diálogos tão reais que chegam a gatilhar relacionamentos passados. As personagens secundárias não ficam para trás, mulheres fortíssimas como as apaixonantes e diferentes Lane e Paris, a maravilhosa Sookie e as personagens femininas mais distantes do núcleo principal tão maravilhosas quanto, Miss Patty, uma mulher grande e lasciva, Babete com sua incrível voz e por que não, Gipsy? A mecânica da cidade. Uma mulher mecânica. Quem não gostaria de se mudar para Stars Hollow?

Inclusive, fiquei um tempão pensando, “cara, da onde eu conheço essa menina (Paris)?”, perguntei pro meu companheiro e ele matou a charada: de HTGAWM! Cara, se é pra tombar, tombei, hahaha! Inclusive, tirei uns prints de algumas pessoas que conheci fora da série e aí elas surgiram e eu ficava: “AH MAS OLHA ALI FULANO DE NUM SEI ONDE!”. Vem comigo para alguns prints reveladores, risos.

 
[portfolio_slideshow id=12232 include="12234,12235,12233,12241,12238,12239,12240,12236"]  
Quero fazer um belo adendo aqui sobre a personagem Sookie. Ela é gorda, ela emagrece, ela engravida duas vezes, ela engorda e em NENHUM momento da série, NENHUM, alguém fala sobre o corpo dela. Eu sei porque, como sou gorda, fiquei esperando esse momento chegar e nunca chegou, gordofobia, não há. Obrigada a todos os envolvidos. <3

 
[caption id="attachment_12251" align="aligncenter" width="500"]giphy-16 maravilhosa <3[/caption]  
Nos primeiros episódios já senti que viriam incríveis temporadas à frente. Apesar de achar que GG reproduz bastante machismo, é uma série muito real, de situações e relacionamentos reais, com diálogos reais e portanto, apesar de ficcional, o ambiente é a nossa sociedade patriarcal. Porém, como já disse, logo nos primeiros capítulos, Rory lança a maravilhosa frase, que me fez escalonar o amor pela série rapidamente:

É o nome da minha mãe também (Rory falando com Dean). Ela me nomeou por causa de seu nome. Ela estava deitada no hospital pensando como homens nomeavam garotos com o nome deles todo o tempo, sabe, então por que mulheres também não poderiam? Ela disse que o feminismo dela meio que tomou conta

Falando em Dean, vi que muitas pessoas estão escolhendo times de possíveis maridos para a Rory. POR QUE, GENTE? POR QUE? Apesar da série ter diferentes pares românticos para cada uma das personagens principais, o mais importante são os relacionamentos de amizade, de mãe e filha, são os sentimentos puros entre as mulheres da série! Eu sou #teamRory, #teamLorelai! Até porque, é muita (falta de) sacanagem você delimitar o futuro companheiro da Rory entre os 3 primeiros caras com quem ela se relacionou, PLMDDS, ponha-se no lugar dela! Não sei vocês, mas as três primeiras pessoas com quem eu me relacionei podem ficar guardadinhas na memória lá no meu passado, muito obrigada, de nada, vamos cancelar agora mesmo o churrasco da escola, valeu?

 
[caption id="attachment_12246" align="aligncenter" width="480"]giphy-15 ~ SQN ~[/caption]  
Pisciana que sou, apesar de achar estranho todo esse revival da série entre as minhas amigas em meados de junho, só depois de ter terminado as 7 temporadas e chorado por pelo menos 2 minutos com a cara afundada no travesseiro que eu fui saber que teria a volta de GG em novembro. Acredite ou não, história verídica, hahaha. Isso valeu por mais 2 minutos de choradas no travesseiro. Agora faltam apenas 7 dias para os 4 episódios de 90 min. cada de Gilmore Girls. Já combinei de ver junto cazamiga, já mandei fazer camiseta (juro), já estamos selecionando todas as comidas deliciosas que vamos pedir e bom, acho que depois a gente conversa pra saber se as expectativas foram alcançadas, não é mesmo?
 
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Ilustração feita com exclusividade por Sarah Assaf.
 

Mais de Bárbara Gondar

A Síndrome do Pânico e Eu

Achei necessário escrever um texto sobre minha experiência com essa crise de ansiedade que tem assolado muitas pessoas. Muitos amigos vêm me perguntar sobre ela, apelidei ‘carinhosamente’ de orgasmo do terror. Porque chega devagar, tem um ápice horroso e quando acaba te deixa esgotadx. Mas vamos lá, é terror sem susto, prometo. Haha!

Há três anos e meio, tomei uma grande decisão, me mudaria de volta para a cidade em que nasci depois de viver 16 anos em São Paulo. Havia tomado uma outra grande decisão, sair do mercado da publicidade de vez, mercado esse que me deixava extremamente estressada, frustrada, desmotivada com a vida, seres humanos, futuro, passado, fauna e flora (tema pra outro texto).

 

 
Cheguei então no Rio de Janeiro (uhúuuu), eu e meu namorado decidimos morar juntos e eu fui trabalhar num albergue pra dar uma desintoxicada da publicidade. Seis meses depois, arranjei alguns clientes e fiquei trabalhando como designer freelancer, mas como eu havia pegado coisas que pagavam pouco de muita gente, eu trabalhava muito, muito mesmo, e não tinha tempo pra mais nada, comia mal, dormia mal, o aluguel era muito alto e eu ia dormir fazendo contas.

 

 
Um belo dia, eu estava me sentindo super estranha na frente do computador, mas continuei trabalhando normal, o Ivan (meu companheiro) me chamou pra comer alguma coisa na lanchonete que tinha embaixo do nosso prédio e lá fomos nós. Assim que eu dei a última mordida no meu sanduíche, bateu uma sensação muito forte de que eu fosse desmaiar, começou um formigamento nas mãos, nos pés, taquicardia, eu coloquei sal na boca achando que fosse pressão baixa, uma tremedeira que não passava, levantei, joguei água no rosto e não passava, era uma sensação de que eu ir ter um treco, um desmaio, um derrame, uma sensação horrorosa da qual eu fui tomada por medo, muito medo.

 

 
Ivan perguntou se eu queria ir pro hospital e eu disse que sim, achei que eu pudesse estar tendo um pré-ataque-de-alguma-coisa que eu não sabia explicar. Minha sogra demorou um pouco, mas acabou nos levando num hospital que eu era segurada na época. Fui atendida por uma médica super simpática que mediu minha pressão e disse que todos os sinais vitais estavam perfeitos, não havia com o que eu me preocupar. Eu pensei estar ficando maluca, saí do hospital e cheguei em casa num estado completamente esgotado, de como se o corpo tivesse ficado tão tenso por um tempo que agora eu não tinha forças pra mais nada. Resolvi não contar nada pro meu pai porque ele ainda morava e mora em São Paulo, eu não queria deixar ele alarmado com alguma coisa que não tinha nem nome ainda!

 

 
Os dias seguintes foram de um pouco de medo, medo de não saber o que tinha acontecido, medo de acontecer de novo, de não saber o porquê tinha acontecido, mas os dias foram passando e eu voltei normalmente à minha rotina ~ da pesada. Na semana seguinte a esse episódio, eu comecei a me sentir estranha da mesma forma que eu tinha estado no dia do primeiro piripaque, essa sensação é difícil de expor, é uma sensação da qual parece que você está desconfortável dentro de você mesma, tem alguma coisa de errado e você sabe. Eu estava trabalhando na frente do computador quando e comecei a sentir a sensação chegando, achei melhor então interromper e ir dormir (já era tarde, na madruga boladona). Desliguei o computador, escovei os dentes e deitei.

 

 

Perguntei pro Ivan: “Amor, você sabe o número do SAMU? É 192, tá? Caso aconteça alguma coisa comigo.”

 
Eu não queria assustar ele, mas como eu senti a parada chegando e já era tarde, achei melhor avisar. Acho que não deu nem 5 segundos depois que eu fiz a pergunta e um novo piripaque começou. Foi bem intenso, eu pedia socorro, achava que ia morrer, as mãos e os pés estavam novamente formigando e suando a taquicardia muito forte, a cabeça parecia que ia explodir, e eu não desmaiava, meu corpo não desligava, eu não sabia o que estava acontecendo, Ivan ficou desesperado sem saber muito o que fazer. E lá fomos nós para o hospital mais uma vez. Dessa vez fui atendida por um homem que estava um pouco impaciente (pregs), era de madrugada, viu meus sinais vitais e me disse que estavam perfeitos e queria me dar um calmante, mas eu não estava nervosa, fiquei ofendida e quis voltar pra casa. Mais uma vez, a sensação de desgate completo, exaustão.
 

Eu estava com medo. Eu queria um diagnóstico e não um remédio pra dormir.

 

giphy (6)
 
Resolvi então ligar para o meu pai para dizer que alguma coisa estava acontecendo e eu não sabia o que era. Já tinham acontecido dois piripaques comigo e pelo visto eu tinha alguma coisa que não sabia o que era. Achei que eu pudesse chegar com um diagnóstico, mas infelizmente não tinha nenhum. Liguei e abri o jogo, contei o que tinha acontecido, contei que já tinha acontecido antes quando meu pai, após uma pausa dramática me falou:
 

“Filha, o que você tem é Síndrome do Pânico, convivo com isso desde os meus 28 anos. Estou indo para o Rio agora para te ajudar, mas fique tranquila que é possível viver numa boa com isso, eu vou te ajudar a passar por isso.”

 

 
Me senti uma completa ignorante. Como meu pai tem isso desde antes de eu nascer e eu não tinha ideia do que era ou melhor, de como era? Eu tinha uma imagem na minha cabeça dessa Síndrome de que era uma pessoa que tinha medo de sair de casa, que ficasse num canto com medo, eu não sabia que era assim! Quanta falta de informação, imagina quanta coisa a gente pinta na nossa cabeça por pura ignorância. Mas porra, bota no google imagens ‘síndrome do pânico’ pra vocês verem o que aparece! Hahaha.

 

 
Meu pai chegou no Rio e me confortou muito, me ensinou algumas técnicas de respiração para interromper a evolução do piripaque, que agora eu chamava de crise, me falou da importância de começar a fazer terapia, de ir a um médico pra saber de eu precisaria tomar remédios ou não. Me deixou tranquila, disse que no começo seria difícil mas que as coisas iriam se normalizar. E se normalizaram mesmo.

 
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☻ Não há um perfil exato de pessoas com pânico, não tem um porquê exato dele se manifestar, podem ser muitos fatores, traumas, estresse, mudanças bruscas, situações, é muito importante procurar tratamento, fazer terapia, pra que possamos entender a causa das crises e aprender a lidar melhor com isso.

 
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☻ O nosso corpo tem muitas válvulas de escape, nós somatizamos, nós temos gastrites nervosas e temos crises de ansiedade. A Síndrome do Pânico nada mais é quando o nosso corpo vai acumulando adrenalina e de repente tem uma descarga muito forte dela, seja onde você estiver. É como se naturalmente fossemos acumulando um copinho de adrenalina no cérebro e a crise é quando esse copinho entorna e vaza. Quando isso acontece, os sintomas são de morte iminente, sudorese, palpitações, taquicardia, pressão na cabeça, falta de ar, tontura, náusea, formigamento, tremedeira, etc. :( Basicamente você acha que vai ter um treco. Acha não, você tem certeza de que vai ter um treco.

 

 
☻ O esgotamento que sentimos depois das crises é por causa da tensão em que o corpo se mantém durante, é um exercício físico e mental muito pesado.

☻  Meu pai me passou uma série de respirações que relaxam os músculos do corpo e eu consegui interromper todas as futuras crises, só experienciando o princípio da crise, isso até hoje. Resumidamente, no começo, ele pedia pra que eu deitasse no chão e respirasse em tempos, aspira em 3 tempos e expira em 6, fazendo com que mais ar saia do seu corpo. Por que no chão? Porque você consegue sentir o seu corpo tensionado e consegue concentrar onde tem que relaxar, se você está num colchão macio é mais difícil de perceber os músculos tensionados.

☻ Eu escolhi não tomar remédio porque eu pude escolher, mas por favor, não se enganem, eu consegui interromper o ciclo do medo, mas mudei completamente a minha rotina, passei a ter hora pra acordar, pra trabalhar, pra comer, comia mais saudável, parei de beber por um tempo, praticava esportes, comecei a fazer yoga e terapia. Mas ainda assim tem gente que precisa sim tomar remédio pra que isso aconteça, então por favor, vá num médico de confiança, e se não tiver um, como é o meu caso, vá em mais de um até se sentir confortável com alguém que acredite em você, te entenda e queira te ajudar.

 
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☻ Não seja duro com você mesmo, demorei mais de seis meses pra poder me sentir um pouco segura de fazer as coisas normais de novo, demora um pouco mas é de pessoa pra pessoa. Acredite que você pode ser uma pessoa completamente normal e conviver com a Síndrome. Eu ainda tenho alguns princípios de crise, mas nunca mais tive nenhuma crise. Conheço muitas pessoas que nunca mais tiveram nem princípio de crise, então acredite, podemos sair dessa! :)

 
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É isso, galeura. Coloquei muitos gifs pra tentar passar a informação de forma mais bem humorada possível mesmo sabendo que é um assunto delicado. Gosto de lidar com meus problemas dessa forma, me ajuda a tornar as experiências mais leves. Espero que essa minha experiência possa servir de ajuda pra alguém. Se ainda precisarem saber alguma coisa, podem deixar comentários que eu vou ter o maior prazer de ajudar, se for possível. Beixota. ♡

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Acho que já estamos íntimas o suficiente para chamar Gilmore Girls de GG, risos.

 
Percebi que, mesmo não tendo lido nada sobre a série antes, GG havia sido criada e escrita por uma mulher. Os motivos eram todos óbvios, o mote principal é uma mãe solteira que teve sua filha adolescente. Os personagens masculinos são personagens muito reais aos olhos de uma mulher, falhas reais, diálogos tão reais que chegam a gatilhar relacionamentos passados. As personagens secundárias não ficam para trás, mulheres fortíssimas como as apaixonantes e diferentes Lane e Paris, a maravilhosa Sookie e as personagens femininas mais distantes do núcleo principal tão maravilhosas quanto, Miss Patty, uma mulher grande e lasciva, Babete com sua incrível voz e por que não, Gipsy? A mecânica da cidade. Uma mulher mecânica. Quem não gostaria de se mudar para Stars Hollow?

Inclusive, fiquei um tempão pensando, “cara, da onde eu conheço essa menina (Paris)?”, perguntei pro meu companheiro e ele matou a charada: de HTGAWM! Cara, se é pra tombar, tombei, hahaha! Inclusive, tirei uns prints de algumas pessoas que conheci fora da série e aí elas surgiram e eu ficava: “AH MAS OLHA ALI FULANO DE NUM SEI ONDE!”. Vem comigo para alguns prints reveladores, risos.

 

 
Quero fazer um belo adendo aqui sobre a personagem Sookie. Ela é gorda, ela emagrece, ela engravida duas vezes, ela engorda e em NENHUM momento da série, NENHUM, alguém fala sobre o corpo dela. Eu sei porque, como sou gorda, fiquei esperando esse momento chegar e nunca chegou, gordofobia, não há. Obrigada a todos os envolvidos. <3

 

 
Nos primeiros episódios já senti que viriam incríveis temporadas à frente. Apesar de achar que GG reproduz bastante machismo, é uma série muito real, de situações e relacionamentos reais, com diálogos reais e portanto, apesar de ficcional, o ambiente é a nossa sociedade patriarcal. Porém, como já disse, logo nos primeiros capítulos, Rory lança a maravilhosa frase, que me fez escalonar o amor pela série rapidamente:

É o nome da minha mãe também (Rory falando com Dean). Ela me nomeou por causa de seu nome. Ela estava deitada no hospital pensando como homens nomeavam garotos com o nome deles todo o tempo, sabe, então por que mulheres também não poderiam? Ela disse que o feminismo dela meio que tomou conta

Falando em Dean, vi que muitas pessoas estão escolhendo times de possíveis maridos para a Rory. POR QUE, GENTE? POR QUE? Apesar da série ter diferentes pares românticos para cada uma das personagens principais, o mais importante são os relacionamentos de amizade, de mãe e filha, são os sentimentos puros entre as mulheres da série! Eu sou #teamRory, #teamLorelai! Até porque, é muita (falta de) sacanagem você delimitar o futuro companheiro da Rory entre os 3 primeiros caras com quem ela se relacionou, PLMDDS, ponha-se no lugar dela! Não sei vocês, mas as três primeiras pessoas com quem eu me relacionei podem ficar guardadinhas na memória lá no meu passado, muito obrigada, de nada, vamos cancelar agora mesmo o churrasco da escola, valeu?

 

 
Pisciana que sou, apesar de achar estranho todo esse revival da série entre as minhas amigas em meados de junho, só depois de ter terminado as 7 temporadas e chorado por pelo menos 2 minutos com a cara afundada no travesseiro que eu fui saber que teria a volta de GG em novembro. Acredite ou não, história verídica, hahaha. Isso valeu por mais 2 minutos de choradas no travesseiro. Agora faltam apenas 7 dias para os 4 episódios de 90 min. cada de Gilmore Girls. Já combinei de ver junto cazamiga, já mandei fazer camiseta (juro), já estamos selecionando todas as comidas deliciosas que vamos pedir e bom, acho que depois a gente conversa pra saber se as expectativas foram alcançadas, não é mesmo?
 

 
Ilustração feita com exclusividade por Sarah Assaf.
 

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