As minas que valem por 100

Assim como Jogos Vorazes e Divergente, franquias de filmes (e séries de livros) ambientadas em futuros distópicos, a série The 100 (que também é baseada em livros!) apresenta como protagonista, uma personagem feminina forte e singular, que se destaca como líder de um grupo em meio a crises e, no futuro, uma guerra.

E, também como os outros exemplos citados, The 100 não se limita somente à representação de Clarke Griffin. Menos ainda mantém o resto da presença feminina na trama de forma secundária.

Com este e outros fatores importantíssimos, a série está encerrando a terceira temporada melhorando a cada episódio.

 

Quem gosta de futuros distópicos?

A sinopse é o seguinte: Em meio a uma guerra nuclear que destruía a civilização e o planeta Terra, uma nave especial chamada Arca foi construída e enviada para o espaço com 400 sobreviventes, para que eles pudessem viver em órbita e manter a existência da raça humana. A ideia era que, um dia, as pesquisas na Arca avançassem e todos poderiam voltar e reabitar o planeta fora do perigo.

Depois de três gerações, a população na Arca já contava com 4 mil pessoas, porém, os recursos iam acabando. Para não arriscar a vida de todos os habitantes, a administração (ou governo) da Arca enviou cem adolescentes criminosos para a Terra (sacou porque chama The 100, né?), para que eles possam testar as condições de habitação e sobrevivência no planeta.

Com a responsabilidade da sobrevivência da raça humana nas mãos, estes jovens precisam chegar a Mount Weather, uma possível fonte de sobrevivência para todos, segundo as pesquisas da Arca. Mas conflitos internos surgem quando um grupo decide negar ajuda à nave em órbita e viver livre na Terra. Só que Os Cem precisam deixar os conflitos internos de lado quando encontram terráqueos selvagens tentando proteger o território. Ah! E, em meio a tudo isso, rola uma disputa política na Arca.

 

Tudo isso aí só na primeira temporada, tá?

 

A questão da representatividade

Apesar de trazer uma crítica social e um gancho político e social para gente grande, o fato de que os personagens centrais de The 100 são adolescentes, acaba atraindo um público na mesma faixa etária como espectadores.

Para as meninas jovens, não faltam exemplos de força feminina. Mas é interessante observar também que os personagens masculinos estão sempre sendo colocados à prova e tendo o conceito de masculinidade e liderança sempre desconstruídos. Nem sempre aquele cara com perfil de herói/príncipe vai cumprir mesmo este papel, ou ainda aquele típico mulherengo precisa corrigir seu comportamento para se provar como líder.

Além da questão da representação feminina, eu sempre busco avaliar o quanto a série (ou filme) valoriza a presença de negros e também personagens queer e LGBT. E até o fim da primeira temporada, estes dois últimos fatores me preocupavam. Mas parece que as coisas estão melhorando…

Ponto positivo para a série ao colocar um homem negro, Thelonious Jaha, como chanceler da Arca e seu filho, Wells Jaha, como um possível líder d’Os Cem. Mas, como dois personagens masculinos, ambos acabam ganhando menos destaque em comparação às garotas. O que me fez questionar: todas são muito singulares e relevantes, mas onde estão as negras, as lésbicas…?

 

[Alerta para trechinho com spoiler a seguir!]

 
A segunda temporada respondeu meu questionamento quando iniciou o romance entre Lexa, a líder dos terráqueos selvagens, e Clarke. Isso  mesmo… A personagem principal se descobre bissexual e é completamente segura quanto a seus desejos e sexualidade. De quebra, ela ainda se envolve com a líder do grupo inimigo, o que apimenta a trama, não é mesmo?

A mesma fase da série também nos presenteia com Indra, guerreira líder do exército de terráqueos selvagens, braço direito da líder Lexa AND mulher negra e badass.

 
[caption id="attachment_10424" align="aligncenter" width="800"]the-100 Reprodução / CW [/caption]  
Claro que, apesar do avanço, a série tem potencial para fornecer muito mais representividade e a adição desses personagens mostra que, aparentemente, é isso que os criadores buscam. O negócio é ficar de olho e esperar por mais.

 

Uma luta (realista) por sobrevivência

Com foco na necessidade de todos os personagens, de todos os grupos, lutarem pela sobrevivência, a série sempre acaba surpreendendo. Por isso, mesmo se passando em uma realidade paralela, todos os personagens têm medos, sofrimentos e reações muito reais.

É fácil observar que as mulheres também são completamente reais e que, apesar de suas inseguranças e fraquezas, elas resistem e são fortes. E elas não são fortes de maneira forçada, por terem sido feitas dessa forma pelos criadores, mas sim por serem perfeitamente capazes de se ajustar à diferentes situações e buscarem por sobrevivência, assim como os homens.

 

[Mais um trechinho com spoiler a seguir!]

 
Entre as surpresas do roteiro, o triângulo amoroso entre Bellamy, Clarke e Lexa acabou sendo uma das coisas que mais me deixaram surpresa. Quando os primeiro indícios surgiram, pensei em todo o drama que poderia se delongar nos episódios seguintes, mas não foi nada disso.

 
[caption id="attachment_10425" align="aligncenter" width="615"]the-100 Reprodução / CW [/caption]  
Acontece que os personagens têm outras preocupações e prioridades, tipo sobreviver num planeta prejudicado por uma guerra nuclear! Logo, o roteiro não força a barra nesse triângulo e deixa as coisas rolarem naturalmente.

E ainda que esta parte da trama não ganhe muito destaque, é fácil ficar envolvida também com a situação de Clarke entre os dois pretendentes (e a situação amorosa de outros personagens também) e até acabar escolhendo lados. Eu por exemplo, mesmo tendo ficado animadíssima com a relação lésbica, acabo ficando no #TeamBellamy por causa de alguns eventos em particular :p.

 

Seis minas que valem por 100

Na série, as mulheres são lideres, guerreiras, médicas, mecânicas… Protagonistas. Todas tão importantes para a trama que, sem estas personagens, haveria buracos e perdas grandes para a história como um todo. A verdade é que elas valem mais do que todo o grupo de cem pessoas que desceu foi enviado para a Terra.

Então lá vai um resuminho sobre algumas das minas de The 100 para você entender do que estou falando e correr para assistir logo.
 

Clarke Griffin

the-100

O motivo pelo qual Clarke Griffin foi presa e, consequentemente, acabou entre os cem jovens enviados à Terra não fica muito explicito na série, mas os conflitos com a mãe, Abby, revelam que muito de sua angústia e mágoas contidas têm a ver com a morte do pai.

Na Terra, ela se faz útil para o grupo em função de suas habilidades medicinais, aprendidas com a mãe. Mas logo se torna uma líder política, aprendendo a negociar com os selvagens e bolando estratégias de sobrevivência. O crescimento de Clarke até a terceira temporada é evidente, quando ela se torna uma figura forte de liderança.
 

Abby Griffin

the-100

Abby é chefe de medicina e costumava fazer parte do conselho da Arca até se envolver em problemas junto com o marido, que também fazia parte do conselho Mesmo afastada, ela continua sendo importante nas decisões da Arca, mesmo que de forma rebelde.
 

Raven Reyes

the-100

Raven não faz parte do grupo de cem rebeldes, mas, ao ver as condições precárias da Arca, acaba fugindo da unidade espacial sozinha, graça as suas habilidades mecânicas e químicas, e pousando na Terra para se tornar muito útil à equipe. A pobrezinha sofre muito na série, mas sua resistência é simplesmente inspiradora.
 

Octavia Blake

the-100

No episódio piloto, Octavia é apresentada como a irmã mais nova e bonitinha de Bellamy, ambos muito populares entre Os Cem.  Quem vê Octavia na terceira temporada nem consegue imaginar como aquela mocinha do primeiro episódio pode ser a mesma pessoa! Pode esperar pelo desenvolvimento de uma grande guerreira ao longo da série, viu?
 

Lexa

the-100

Ela é a comandante geral de todos os 12 clãs compostos pelos terráqueos. Apesar de ser uma líder firme em suas decisões, é possível notar que a feminilidade de Lexa é sempre colocada por seus guerreiros, como uma questão problemática e enfraquecedora. Por isso, ela precisa sempre se provar como uma boa líder.
 

Indra

the-100

Como já adiantei nesse post, Indra é líder e treinadora de um exército inteiro de terráqueos. Muitas vezes, a sobrevivência e regras de conduta dos guerreiros fica na mão dela, mas sua prioridade é sempre proteger os interesses do clã, decididos por Lexa.

 


 

Corre assistir!

 

Mais de Karoline Gomes

Box braids e a reafirmação de identidade

“Porque você fez isso no cabelo? Você quer ser negra?”. A pergunta foi feita por um amigo da família, em pleno almoço de Natal, e fez com que as atenções na mesa se voltassem para mim, pois todos realmente esperavam entender meu novo cabelo.

Há dias eu estava respondendo perguntas inconvenientes, uma pessoa até havia cheirado a minha cabeça para tirar uma dúvida crucial: “será que fede?”.

Apesar do constrangimento, me dei o trabalho de responder: “eu sou negra”. É que eu pensei que o assunto se encerraria com esta afirmação, mas, aparentemente, haviam mais argumentos contra isso. “Eu lembro que sua mãe cuidava do seu cabelo quando você era pequena. Depois você alisou e ficou parecendo uma mocinha comportada. E, agora que estávamos nos acostumando com aquele outro cabelo (ele estava se referindo ao meu black power, meu cabelo natural), você vai e faz isso”.
 

A photo posted by Karoline Gomes (@karolinegms) on

“Bitch, don’t kill my vibe” – meu afro natural

  
Isso que o colega inconveniente estava apontando eram minhas box braids (ou tranças sintéticas), que eu fiz dias antes do Natal. É possível utilizar as tranças por até três meses e eu fiz em dezembro pensando em aproveitá-las durante o verão para facilitar com os cuidados em época na praia, piscina e em viagens. Depois desse período, voltei a utilizar meu cabelo afro natural, como antes.
 

Minhas box braids ♡

 
As tranças foram popularizadas no Brasil lá pelos anos 90, época em que eram conhecidas como “tranças canecalon” e também se usava muito a trança nagô. Mas na verdade, canecalon é o nome de uma das muitas marcas que fabricam o cabelo sintético utilizado para trançar. No meu caso, escolhi um tipo mais leve, chamado jumbo.

As braids são muito bonitas e estilosas sim, por isso ajudam também a elevar a auto-estima e a tornar o período da transição capilar mais fácil de se lidar. Não é a toa que, com o aumento de mulheres negras aderindo a transição, a técnica voltou a ser procurada em salões especializados.

Mas é claro que as box braids significam muito mais do que um método facilitador de cuidados para o cabelo. Esta técnica para trançar nasceu da cultura africana e foi passada e aperfeiçoada de geração em geração.

Ao trançar o cabelo, uma mulher negra assume ainda mais seus traços, completamente ciente das questões da ancestralidade e da representação de suas raízes. E, para mim particularmente, as box braids me obrigaram a reforçar minha identidade e a reviver a estranheza que as pessoas tiveram quando assumi meu cabelo natural, há pouco mais de um ano.

Percebi que eu mesma havia encontrado conforto quando as pessoas mais próximas de mim, como familiares e amigos, haviam parado de me julgar e questionar minha escolha de assumir uma herança afro que eu passei a vida escondendo.

No primeiros meses pós big chop, ouvi muitas críticas, desencorajamento, xingamentos e até pedidos para voltar a alisar o cabelo. Mas logo tudo isso passou. Não sei se começaram a falar pelas minhas costas, não sei se simplesmente aceitaram o fato de que eu não alisaria mais ou talvez tenha sido o que o cara inconveniente apontou: estavam todos se acostumando com minha “nova” aparência.

Toda vez que eu volto para a cidadezinha onde eu morava, ainda percebo e me incomodo com os olhares de desaprovação pelas ruas (mesmo ainda encontrando gente racista e preconceituosa em São Paulo, por aqui a aceitação das pessoas é bem maior). Mas, uma vez que na casa da minha família os insultos tinham acabado, por mim estava tudo bem. Melhor ainda quando minha mãe pôde se sentir segura para começar a transição dela!

Mas ter colocado as tranças me fez perceber que não, não estava tudo bem. Que as pessoas aceitam sua negritude desde que não as ofenda, desde que lhes sejam agradáveis aos olhos.

 

As tranças das brancas

Assim como quando assumi meu cabelo, o período em que utilizei as box braids me fez perceber o quanto eu tinha que justificar escolhas que deveriam ser naturais para mim. Eu não estava fazendo nada de errado em mostrar minha negritude e adaptar uma herança cultural à minha aparência para me sentir empoderada e por todos os outros motivos.

Ainda assim, tais motivos tinham que ser listados quando mais de uma pessoa me perguntava porque eu havia escolhido trançar o meu cabelo, assim como já tive que justificar a minha escolha de largar o alisamento.

Eu entendo e vivi na pele a necessidade de alisar, clarear a pele e buscar qualquer alternativa de branqueamento só para me sentir aceita. Por isso, tento compreender, conversar e encorajar outras pessoas negras a se aceitarem, ao mesmo tempo que sempre tento me mostrar forte diante das ofensas e desaprovação vinda dos brancos, mostrando resistência.

Este é um tipo de postura e responsabilidade que eu assumi por escolha própria, afinal, eu não sou obrigada a ficar me justificando. Sei que posso usar meu black, tranças ou alisar o cabelo como e quando eu quiser. Mas devo confessar que as vezes tudo isso cansa, principalmente quando se nota que todo este esforço mal dá resultados e que ainda existem padrões que são mais aceitos e respeitados.

Não quero entrar em detalhes quanto a apropriação cultural (outro assunto que me cansa de tanto debate, questionamento e discussões sem rumo), mas de fato é doloroso notar que, enquanto eu recebia ofensas, uma mulher branca era destaque na mídia por ter o mesmo penteado que eu.

Mas não precisei ir muito longe para sentir essa diferenciação na pele. Uma prima branca que trançou o cabelo dias depois de mim e estava na mesma comemoração da Natal recebeu reações completamente diferentes. Para todos o cabelo dela era “hippie, estiloso, moderno, diferente”, enquanto eu cheguei até a ser perguntada se estava usando drogas para aderir a um penteado tão ~rebelde~.

Sim. Eu e ela estávamos usando o M-E-S-M-O tipo de trança.

Como em toda conversa sobre apropriação cultural, eu sempre explico que não posso proibir ninguém de aderir a nenhum tipo de cultura afro-brasileira ou africana de raiz. Sei também que minha prima entende a importância do penteado e que ela, particularmente, estava passando por momentos difíceis na transição capilar, o que a levou a aderir às braids.

Mas é um fato inegável e difícil de ignorar que, quando mulheres brancas utilizam as braids e outros elementos, elas não têm que se justificar. A sociedade reage como um fator de moda e estética e fica tudo certo.

Acho que, no fundo, toda essa conversa machuca e cansa, pois tudo o que eu queria é poder ser negra em paz, como as mulheres brancas podem ser.
 

A photo posted by Karoline Gomes (@karolinegms) on


 
Ilustração feita com exclusividade por LoveLove6.

Leia mais

Tudo isso aí só na primeira temporada, tá?

 

A questão da representatividade

Apesar de trazer uma crítica social e um gancho político e social para gente grande, o fato de que os personagens centrais de The 100 são adolescentes, acaba atraindo um público na mesma faixa etária como espectadores.

Para as meninas jovens, não faltam exemplos de força feminina. Mas é interessante observar também que os personagens masculinos estão sempre sendo colocados à prova e tendo o conceito de masculinidade e liderança sempre desconstruídos. Nem sempre aquele cara com perfil de herói/príncipe vai cumprir mesmo este papel, ou ainda aquele típico mulherengo precisa corrigir seu comportamento para se provar como líder.

Além da questão da representação feminina, eu sempre busco avaliar o quanto a série (ou filme) valoriza a presença de negros e também personagens queer e LGBT. E até o fim da primeira temporada, estes dois últimos fatores me preocupavam. Mas parece que as coisas estão melhorando…

Ponto positivo para a série ao colocar um homem negro, Thelonious Jaha, como chanceler da Arca e seu filho, Wells Jaha, como um possível líder d’Os Cem. Mas, como dois personagens masculinos, ambos acabam ganhando menos destaque em comparação às garotas. O que me fez questionar: todas são muito singulares e relevantes, mas onde estão as negras, as lésbicas…?

 

[Alerta para trechinho com spoiler a seguir!]

 
A segunda temporada respondeu meu questionamento quando iniciou o romance entre Lexa, a líder dos terráqueos selvagens, e Clarke. Isso  mesmo… A personagem principal se descobre bissexual e é completamente segura quanto a seus desejos e sexualidade. De quebra, ela ainda se envolve com a líder do grupo inimigo, o que apimenta a trama, não é mesmo?

A mesma fase da série também nos presenteia com Indra, guerreira líder do exército de terráqueos selvagens, braço direito da líder Lexa AND mulher negra e badass.

 

 
Claro que, apesar do avanço, a série tem potencial para fornecer muito mais representividade e a adição desses personagens mostra que, aparentemente, é isso que os criadores buscam. O negócio é ficar de olho e esperar por mais.

 

Uma luta (realista) por sobrevivência

Com foco na necessidade de todos os personagens, de todos os grupos, lutarem pela sobrevivência, a série sempre acaba surpreendendo. Por isso, mesmo se passando em uma realidade paralela, todos os personagens têm medos, sofrimentos e reações muito reais.

É fácil observar que as mulheres também são completamente reais e que, apesar de suas inseguranças e fraquezas, elas resistem e são fortes. E elas não são fortes de maneira forçada, por terem sido feitas dessa forma pelos criadores, mas sim por serem perfeitamente capazes de se ajustar à diferentes situações e buscarem por sobrevivência, assim como os homens.

 

[Mais um trechinho com spoiler a seguir!]

 
Entre as surpresas do roteiro, o triângulo amoroso entre Bellamy, Clarke e Lexa acabou sendo uma das coisas que mais me deixaram surpresa. Quando os primeiro indícios surgiram, pensei em todo o drama que poderia se delongar nos episódios seguintes, mas não foi nada disso.

 

 
Acontece que os personagens têm outras preocupações e prioridades, tipo sobreviver num planeta prejudicado por uma guerra nuclear! Logo, o roteiro não força a barra nesse triângulo e deixa as coisas rolarem naturalmente.

E ainda que esta parte da trama não ganhe muito destaque, é fácil ficar envolvida também com a situação de Clarke entre os dois pretendentes (e a situação amorosa de outros personagens também) e até acabar escolhendo lados. Eu por exemplo, mesmo tendo ficado animadíssima com a relação lésbica, acabo ficando no #TeamBellamy por causa de alguns eventos em particular :p.

 

Seis minas que valem por 100

Na série, as mulheres são lideres, guerreiras, médicas, mecânicas… Protagonistas. Todas tão importantes para a trama que, sem estas personagens, haveria buracos e perdas grandes para a história como um todo. A verdade é que elas valem mais do que todo o grupo de cem pessoas que desceu foi enviado para a Terra.

Então lá vai um resuminho sobre algumas das minas de The 100 para você entender do que estou falando e correr para assistir logo.
 

Clarke Griffin

the-100

O motivo pelo qual Clarke Griffin foi presa e, consequentemente, acabou entre os cem jovens enviados à Terra não fica muito explicito na série, mas os conflitos com a mãe, Abby, revelam que muito de sua angústia e mágoas contidas têm a ver com a morte do pai.

Na Terra, ela se faz útil para o grupo em função de suas habilidades medicinais, aprendidas com a mãe. Mas logo se torna uma líder política, aprendendo a negociar com os selvagens e bolando estratégias de sobrevivência. O crescimento de Clarke até a terceira temporada é evidente, quando ela se torna uma figura forte de liderança.
 

Abby Griffin

the-100

Abby é chefe de medicina e costumava fazer parte do conselho da Arca até se envolver em problemas junto com o marido, que também fazia parte do conselho Mesmo afastada, ela continua sendo importante nas decisões da Arca, mesmo que de forma rebelde.
 

Raven Reyes

the-100

Raven não faz parte do grupo de cem rebeldes, mas, ao ver as condições precárias da Arca, acaba fugindo da unidade espacial sozinha, graça as suas habilidades mecânicas e químicas, e pousando na Terra para se tornar muito útil à equipe. A pobrezinha sofre muito na série, mas sua resistência é simplesmente inspiradora.
 

Octavia Blake

the-100

No episódio piloto, Octavia é apresentada como a irmã mais nova e bonitinha de Bellamy, ambos muito populares entre Os Cem.  Quem vê Octavia na terceira temporada nem consegue imaginar como aquela mocinha do primeiro episódio pode ser a mesma pessoa! Pode esperar pelo desenvolvimento de uma grande guerreira ao longo da série, viu?
 

Lexa

the-100

Ela é a comandante geral de todos os 12 clãs compostos pelos terráqueos. Apesar de ser uma líder firme em suas decisões, é possível notar que a feminilidade de Lexa é sempre colocada por seus guerreiros, como uma questão problemática e enfraquecedora. Por isso, ela precisa sempre se provar como uma boa líder.
 

Indra

the-100

Como já adiantei nesse post, Indra é líder e treinadora de um exército inteiro de terráqueos. Muitas vezes, a sobrevivência e regras de conduta dos guerreiros fica na mão dela, mas sua prioridade é sempre proteger os interesses do clã, decididos por Lexa.

 


 

Corre assistir!

 

" />