A não ser que sua internet seja de outro mundo, você provavelmente já ouviu falar do novo álbum da Beyoncé, intitulado Lemonade. No último sábado, a HBO foi a primeira a transmitir a versão visual das 11 músicas inéditas, além da já conhecida Formation, que a cantora já havia lançado e performado no SuperBowl deste ano.
O resultado é um filme de uma hora com todas as músicas do que já é considerado o melhor e mais biográfico trabalho de Beyoncé. Fato é que o álbum gerou muitas discussões e debates: desde o nome escolhido, até a representação da cantora nos clipes, passando pelas letras significativas e até pela forma como ela escolheu fazer o lançamento… Tudo isso e muito mais foi comentado na web nos últimos dias, desde a madrugada de sábado.
No maior estilo Links da Semana da Ovelha, preparamos um resumão para linkar as críticas, observações e problematizações mais relevantes sobre Lemonade, assim você não perde nada sobre esse que poderá ser o álbum do ano e o ponto mais alto na carreira de Bey.
// O TAL DE TIDAL
Diferente de quando lançou seu último álbum (também de forma visual, com todos os clipes já prontinhos e postados de uma só vez no YouTube), Beyoncé quis preparar o coração dos fãs e avisou que o lançamento seria feito pelo canal HBO no sábado a noite.
Quem já tinha TV por assinatura deu sorte pois, como acontece todos os anos, a HBO estava com o sinal aberto no último fim de semana, em função da estreia da sexta temporada de Game Of Thrones no domingo.
Considerando que Beyoncé tem falado de racismo e injustiças para pessoas negras nos seus trabalhos mais recentes, seria segregador e elitista disponibilizar o conteúdo com mais custos, sem nem a chance de ouvir gratuitamente como no Spotify, como observou Azaelia Banks (além de outros comentários polêmicos sobre a obra).
// O BANHO DE WHITE TEARS
Desde o lançamento de Formation, pessoas brancas (principalmente os americanos) têm se sentido atacadas e (pasme!) não-representadas por Beyoncé em suas novas músicas. Mais uma vez, temos que explicar o óbvio: o debate sobre racismo e feminismo negro, não é para agradar pessoas privilegiadas por cor!
O título já adianta: vai ter debate sobre racismo. Limonada era a bebida que os escravos americanos tomavam achando que teriam suas pelas clareadas (por causa do efeito do limão em tecidos). Em Freedom, música com batidas, vocais e parceria forte (de Kendrick Lamar, que fez uma apresentação absurda de incrível no último Grammy), Beyoncé diz: “Me deram limões, mas eu fiz limonada”, como que em resposta ao embranquecimento que a mídia e as gravadoras incentivaram nela ao longo dos anos e ao fato de que hoje ela chegou a um status em que pode apontar o problema. Na mesma música, ela afirma: “eu quebro as algemas por mim mesmo, não deixarei minha liberdade queimar no inferno”.
Vale a pena analisar e buscar significados para cada letra na álbum, que entra em questões ainda como solidão e preterimento da mulher negra, auto-estima, família, relacionamentos abusivos, traição e outras questões muito fortes. Para ir além da tradução e detalhar as expressões vai lá no Genius e consulte as letras das canções!
A grandiosidade e genialidade das letras — que inclui versos como “Se é isso mesmo que você quer/ Eu usarei a pele dela sobre a minha /” — não é gratuita. No total, cerca de 72 compositores colaboraram com o álbum! A música Hold Up, por exemplo, foi escrita por 15 pessoas. Tem gente criticando o título de gênio que o trabalho garante à ela, mas considerando que ela é a líder e idealizadora da coisa toda, isso mostra que ela compreendeu que as maiores inovações surgem a partir da colaboração e não do mito do indivíduo criador solitário, e ainda está remunerando essas pessoas pelo trabalho. Isso é moderno e genial.
Lemonade seria para muitos um atestado de que a traição aconteceu. E é claro que sempre que aparece uma brecha para continuar incentivando a rivalidade entre mulheres, por menor que seja, a mídia menos sofisticada agarra. Desde sábado, o povo segue especulando sobre quem é a tal da “Becky with the good hair”, personagem citada como amante de um marido traidor na faixa Sorry. Vale mencionar que essa expressão é a gíria para o estereótipo arquetípico da mulher branca média na cultura negra norte-americana – que tem “cabelo bom”, liso, em contraste com o cabelo afro, considerado “ruim”.
// E O QUE SE PODE APRENDER COM A CITAÇÃO “D’A OUTRA”
Um detalhe da coisa toda é que, mesmo citando a suposta amante, a letra de Sorry foca o tempo todo em desafiar o marido que quebrou os votos do casamento.
O que nos faz pensar que, em meio a toda essa fofoca, este artigo do Huffington Post disse tudo: “Bem, se você está focando na Becky, então você não entendeu nada. O ponto é o seguinte: Lemonade não é sobre com quem Jay-z traiu a Beyoncé. É sobre a força da Beyoncé – e a resiliência de mulheres negras de vários lugares”.
Mais significativo ainda é o fato de que a mensagem está sendo espalhada e aceita pela crítica como um dos pontos mais altos da nova obra da cantora. Grandes mídias como Huffington Post; The Guardian; Hollywood Reporter e Billboard classificaram Lemonade como um trabalho de feminismo negro e, por isso, direcionado para mulheres negras principalmente.
Achou mais algum link sensacional que a gente não colocou aqui no post? Então compartilha com a gente nos comentários! ;)
A não ser que sua internet seja de outro mundo, você provavelmente já ouviu falar do novo álbum da Beyoncé, intitulado Lemonade. No último sábado, a HBO foi a primeira a transmitir a versão visual das 11 músicas inéditas, além da já conhecida Formation, que a cantora já havia lançado e performado no SuperBowl deste ano.
O resultado é um filme de uma hora com todas as músicas do que já é considerado o melhor e mais biográfico trabalho de Beyoncé. Fato é que o álbum gerou muitas discussões e debates: desde o nome escolhido, até a representação da cantora nos clipes, passando pelas letras significativas e até pela forma como ela escolheu fazer o lançamento… Tudo isso e muito mais foi comentado na web nos últimos dias, desde a madrugada de sábado.
No maior estilo Links da Semana da Ovelha, preparamos um resumão para linkar as críticas, observações e problematizações mais relevantes sobre Lemonade, assim você não perde nada sobre esse que poderá ser o álbum do ano e o ponto mais alto na carreira de Bey.
// O TAL DE TIDAL
Diferente de quando lançou seu último álbum (também de forma visual, com todos os clipes já prontinhos e postados de uma só vez no YouTube), Beyoncé quis preparar o coração dos fãs e avisou que o lançamento seria feito pelo canal HBO no sábado a noite.
Quem já tinha TV por assinatura deu sorte pois, como acontece todos os anos, a HBO estava com o sinal aberto no último fim de semana, em função da estreia da sexta temporada de Game Of Thrones no domingo.
Considerando que Beyoncé tem falado de racismo e injustiças para pessoas negras nos seus trabalhos mais recentes, seria segregador e elitista disponibilizar o conteúdo com mais custos, sem nem a chance de ouvir gratuitamente como no Spotify, como observou Azaelia Banks (além de outros comentários polêmicos sobre a obra).
// O BANHO DE WHITE TEARS
Desde o lançamento de Formation, pessoas brancas (principalmente os americanos) têm se sentido atacadas e (pasme!) não-representadas por Beyoncé em suas novas músicas. Mais uma vez, temos que explicar o óbvio: o debate sobre racismo e feminismo negro, não é para agradar pessoas privilegiadas por cor!
O título já adianta: vai ter debate sobre racismo. Limonada era a bebida que os escravos americanos tomavam achando que teriam suas pelas clareadas (por causa do efeito do limão em tecidos). Em Freedom, música com batidas, vocais e parceria forte (de Kendrick Lamar, que fez uma apresentação absurda de incrível no último Grammy), Beyoncé diz: “Me deram limões, mas eu fiz limonada”, como que em resposta ao embranquecimento que a mídia e as gravadoras incentivaram nela ao longo dos anos e ao fato de que hoje ela chegou a um status em que pode apontar o problema. Na mesma música, ela afirma: “eu quebro as algemas por mim mesmo, não deixarei minha liberdade queimar no inferno”.
Vale a pena analisar e buscar significados para cada letra na álbum, que entra em questões ainda como solidão e preterimento da mulher negra, auto-estima, família, relacionamentos abusivos, traição e outras questões muito fortes. Para ir além da tradução e detalhar as expressões vai lá no Genius e consulte as letras das canções!
A grandiosidade e genialidade das letras — que inclui versos como “Se é isso mesmo que você quer/ Eu usarei a pele dela sobre a minha /” — não é gratuita. No total, cerca de 72 compositores colaboraram com o álbum! A música Hold Up, por exemplo, foi escrita por 15 pessoas. Tem gente criticando o título de gênio que o trabalho garante à ela, mas considerando que ela é a líder e idealizadora da coisa toda, isso mostra que ela compreendeu que as maiores inovações surgem a partir da colaboração e não do mito do indivíduo criador solitário, e ainda está remunerando essas pessoas pelo trabalho. Isso é moderno e genial.
Lemonade seria para muitos um atestado de que a traição aconteceu. E é claro que sempre que aparece uma brecha para continuar incentivando a rivalidade entre mulheres, por menor que seja, a mídia menos sofisticada agarra. Desde sábado, o povo segue especulando sobre quem é a tal da “Becky with the good hair”, personagem citada como amante de um marido traidor na faixa Sorry. Vale mencionar que essa expressão é a gíria para o estereótipo arquetípico da mulher branca média na cultura negra norte-americana – que tem “cabelo bom”, liso, em contraste com o cabelo afro, considerado “ruim”.
// E O QUE SE PODE APRENDER COM A CITAÇÃO “D’A OUTRA”
Um detalhe da coisa toda é que, mesmo citando a suposta amante, a letra de Sorry foca o tempo todo em desafiar o marido que quebrou os votos do casamento.
O que nos faz pensar que, em meio a toda essa fofoca, este artigo do Huffington Post disse tudo: “Bem, se você está focando na Becky, então você não entendeu nada. O ponto é o seguinte: Lemonade não é sobre com quem Jay-z traiu a Beyoncé. É sobre a força da Beyoncé – e a resiliência de mulheres negras de vários lugares”.
Mais significativo ainda é o fato de que a mensagem está sendo espalhada e aceita pela crítica como um dos pontos mais altos da nova obra da cantora. Grandes mídias como Huffington Post; The Guardian; Hollywood Reporter e Billboard classificaram Lemonade como um trabalho de feminismo negro e, por isso, direcionado para mulheres negras principalmente.
Achou mais algum link sensacional que a gente não colocou aqui no post? Então compartilha com a gente nos comentários! ;)
A não ser que sua internet seja de outro mundo, você provavelmente já ouviu falar do novo álbum da Beyoncé, intitulado Lemonade. No último sábado, a HBO foi a primeira a transmitir a versão visual das 11 músicas inéditas, além da já conhecida Formation, que a cantora já havia lançado e performado no SuperBowl deste ano.
O resultado é um filme de uma hora com todas as músicas do que já é considerado o melhor e mais biográfico trabalho de Beyoncé. Fato é que o álbum gerou muitas discussões e debates: desde o nome escolhido, até a representação da cantora nos clipes, passando pelas letras significativas e até pela forma como ela escolheu fazer o lançamento… Tudo isso e muito mais foi comentado na web nos últimos dias, desde a madrugada de sábado.
No maior estilo Links da Semana da Ovelha, preparamos um resumão para linkar as críticas, observações e problematizações mais relevantes sobre Lemonade, assim você não perde nada sobre esse que poderá ser o álbum do ano e o ponto mais alto na carreira de Bey.
// O TAL DE TIDAL
Diferente de quando lançou seu último álbum (também de forma visual, com todos os clipes já prontinhos e postados de uma só vez no YouTube), Beyoncé quis preparar o coração dos fãs e avisou que o lançamento seria feito pelo canal HBO no sábado a noite.
Quem já tinha TV por assinatura deu sorte pois, como acontece todos os anos, a HBO estava com o sinal aberto no último fim de semana, em função da estreia da sexta temporada de Game Of Thrones no domingo.
Considerando que Beyoncé tem falado de racismo e injustiças para pessoas negras nos seus trabalhos mais recentes, seria segregador e elitista disponibilizar o conteúdo com mais custos, sem nem a chance de ouvir gratuitamente como no Spotify, como observou Azaelia Banks (além de outros comentários polêmicos sobre a obra).
// O BANHO DE WHITE TEARS
Desde o lançamento de Formation, pessoas brancas (principalmente os americanos) têm se sentido atacadas e (pasme!) não-representadas por Beyoncé em suas novas músicas. Mais uma vez, temos que explicar o óbvio: o debate sobre racismo e feminismo negro, não é para agradar pessoas privilegiadas por cor!
O título já adianta: vai ter debate sobre racismo. Limonada era a bebida que os escravos americanos tomavam achando que teriam suas pelas clareadas (por causa do efeito do limão em tecidos). Em Freedom, música com batidas, vocais e parceria forte (de Kendrick Lamar, que fez uma apresentação absurda de incrível no último Grammy), Beyoncé diz: “Me deram limões, mas eu fiz limonada”, como que em resposta ao embranquecimento que a mídia e as gravadoras incentivaram nela ao longo dos anos e ao fato de que hoje ela chegou a um status em que pode apontar o problema. Na mesma música, ela afirma: “eu quebro as algemas por mim mesmo, não deixarei minha liberdade queimar no inferno”.
Vale a pena analisar e buscar significados para cada letra na álbum, que entra em questões ainda como solidão e preterimento da mulher negra, auto-estima, família, relacionamentos abusivos, traição e outras questões muito fortes. Para ir além da tradução e detalhar as expressões vai lá no Genius e consulte as letras das canções!
A grandiosidade e genialidade das letras — que inclui versos como “Se é isso mesmo que você quer/ Eu usarei a pele dela sobre a minha /” — não é gratuita. No total, cerca de 72 compositores colaboraram com o álbum! A música Hold Up, por exemplo, foi escrita por 15 pessoas. Tem gente criticando o título de gênio que o trabalho garante à ela, mas considerando que ela é a líder e idealizadora da coisa toda, isso mostra que ela compreendeu que as maiores inovações surgem a partir da colaboração e não do mito do indivíduo criador solitário, e ainda está remunerando essas pessoas pelo trabalho. Isso é moderno e genial.
Lemonade seria para muitos um atestado de que a traição aconteceu. E é claro que sempre que aparece uma brecha para continuar incentivando a rivalidade entre mulheres, por menor que seja, a mídia menos sofisticada agarra. Desde sábado, o povo segue especulando sobre quem é a tal da “Becky with the good hair”, personagem citada como amante de um marido traidor na faixa Sorry. Vale mencionar que essa expressão é a gíria para o estereótipo arquetípico da mulher branca média na cultura negra norte-americana – que tem “cabelo bom”, liso, em contraste com o cabelo afro, considerado “ruim”.
// E O QUE SE PODE APRENDER COM A CITAÇÃO “D’A OUTRA”
Um detalhe da coisa toda é que, mesmo citando a suposta amante, a letra de Sorry foca o tempo todo em desafiar o marido que quebrou os votos do casamento.
O que nos faz pensar que, em meio a toda essa fofoca, este artigo do Huffington Post disse tudo: “Bem, se você está focando na Becky, então você não entendeu nada. O ponto é o seguinte: Lemonade não é sobre com quem Jay-z traiu a Beyoncé. É sobre a força da Beyoncé – e a resiliência de mulheres negras de vários lugares”.
Mais significativo ainda é o fato de que a mensagem está sendo espalhada e aceita pela crítica como um dos pontos mais altos da nova obra da cantora. Grandes mídias como Huffington Post; The Guardian; Hollywood Reporter e Billboard classificaram Lemonade como um trabalho de feminismo negro e, por isso, direcionado para mulheres negras principalmente.
Achou mais algum link sensacional que a gente não colocou aqui no post? Então compartilha com a gente nos comentários! ;)
Formation, que a cantora já havia lançado e performado no SuperBowl deste ano.
O resultado é um filme de uma hora com todas as músicas do que já é considerado o melhor e mais biográfico trabalho de Beyoncé. Fato é que o álbum gerou muitas discussões e debates: desde o nome escolhido, até a representação da cantora nos clipes, passando pelas letras significativas e até pela forma como ela escolheu fazer o lançamento… Tudo isso e muito mais foi comentado na web nos últimos dias, desde a madrugada de sábado.
No maior estilo Links da Semana da Ovelha, preparamos um resumão para linkar as críticas, observações e problematizações mais relevantes sobre Lemonade, assim você não perde nada sobre esse que poderá ser o álbum do ano e o ponto mais alto na carreira de Bey.
// O TAL DE TIDAL
Diferente de quando lançou seu último álbum (também de forma visual, com todos os clipes já prontinhos e postados de uma só vez no YouTube), Beyoncé quis preparar o coração dos fãs e avisou que o lançamento seria feito pelo canal HBO no sábado a noite.
Quem já tinha TV por assinatura deu sorte pois, como acontece todos os anos, a HBO estava com o sinal aberto no último fim de semana, em função da estreia da sexta temporada de Game Of Thrones no domingo.
Considerando que Beyoncé tem falado de racismo e injustiças para pessoas negras nos seus trabalhos mais recentes, seria segregador e elitista disponibilizar o conteúdo com mais custos, sem nem a chance de ouvir gratuitamente como no Spotify, como observou Azaelia Banks (além de outros comentários polêmicos sobre a obra).
// O BANHO DE WHITE TEARS
Desde o lançamento de Formation, pessoas brancas (principalmente os americanos) têm se sentido atacadas e (pasme!) não-representadas por Beyoncé em suas novas músicas. Mais uma vez, temos que explicar o óbvio: o debate sobre racismo e feminismo negro, não é para agradar pessoas privilegiadas por cor!
O título já adianta: vai ter debate sobre racismo. Limonada era a bebida que os escravos americanos tomavam achando que teriam suas pelas clareadas (por causa do efeito do limão em tecidos). Em Freedom, música com batidas, vocais e parceria forte (de Kendrick Lamar, que fez uma apresentação absurda de incrível no último Grammy), Beyoncé diz: “Me deram limões, mas eu fiz limonada”, como que em resposta ao embranquecimento que a mídia e as gravadoras incentivaram nela ao longo dos anos e ao fato de que hoje ela chegou a um status em que pode apontar o problema. Na mesma música, ela afirma: “eu quebro as algemas por mim mesmo, não deixarei minha liberdade queimar no inferno”.
Vale a pena analisar e buscar significados para cada letra na álbum, que entra em questões ainda como solidão e preterimento da mulher negra, auto-estima, família, relacionamentos abusivos, traição e outras questões muito fortes. Para ir além da tradução e detalhar as expressões vai lá no Genius e consulte as letras das canções!
A grandiosidade e genialidade das letras — que inclui versos como “Se é isso mesmo que você quer/ Eu usarei a pele dela sobre a minha /” — não é gratuita. No total, cerca de 72 compositores colaboraram com o álbum! A música Hold Up, por exemplo, foi escrita por 15 pessoas. Tem gente criticando o título de gênio que o trabalho garante à ela, mas considerando que ela é a líder e idealizadora da coisa toda, isso mostra que ela compreendeu que as maiores inovações surgem a partir da colaboração e não do mito do indivíduo criador solitário, e ainda está remunerando essas pessoas pelo trabalho. Isso é moderno e genial.
Lemonade seria para muitos um atestado de que a traição aconteceu. E é claro que sempre que aparece uma brecha para continuar incentivando a rivalidade entre mulheres, por menor que seja, a mídia menos sofisticada agarra. Desde sábado, o povo segue especulando sobre quem é a tal da “Becky with the good hair”, personagem citada como amante de um marido traidor na faixa Sorry. Vale mencionar que essa expressão é a gíria para o estereótipo arquetípico da mulher branca média na cultura negra norte-americana – que tem “cabelo bom”, liso, em contraste com o cabelo afro, considerado “ruim”.
// E O QUE SE PODE APRENDER COM A CITAÇÃO “D’A OUTRA”
Um detalhe da coisa toda é que, mesmo citando a suposta amante, a letra de Sorry foca o tempo todo em desafiar o marido que quebrou os votos do casamento.
O que nos faz pensar que, em meio a toda essa fofoca, este artigo do Huffington Post disse tudo: “Bem, se você está focando na Becky, então você não entendeu nada. O ponto é o seguinte: Lemonade não é sobre com quem Jay-z traiu a Beyoncé. É sobre a força da Beyoncé – e a resiliência de mulheres negras de vários lugares”.
Mais significativo ainda é o fato de que a mensagem está sendo espalhada e aceita pela crítica como um dos pontos mais altos da nova obra da cantora. Grandes mídias como Huffington Post; The Guardian; Hollywood Reporter e Billboard classificaram Lemonade como um trabalho de feminismo negro e, por isso, direcionado para mulheres negras principalmente.
Achou mais algum link sensacional que a gente não colocou aqui no post? Então compartilha com a gente nos comentários! ;)