Nova série favorita: The Affair

Ovelha | The Affair, primeira temporada
Gosto muito de série que bagunça a cabeça. “The Affair”, que estreou nos EUA em outubro, faz isso com você, embaralhando todas suas ideias. Simplesmente porque não dá para confiar na história que é contada. O formato é o seguinte: todos os episódios são divididos em duas partes, sendo metade para a versão do Noah e a outra parte para a de Alison sobre o caso extraconjugal deles.

Noah (Dominic West) é um professor e escritor meio charmoso, casado com uma mulher rica com quem tem quatro filhos. Alison (Ruth Wilson) trabalha como garçonete e é casada com Cole (Joshua Jackson), que é dono de um rancho. O casal, cujo filho de quatro anos morreu afogado, mora nos Hamptons, área de casas de veraneio perto de Nova York, onde Noah e a família vão passar as férias.

the affair
Isso é o que dá para garantir da história. O resto, como Noah e Alison se conheceram, o “approach”, e como a traição vai se desenrolar é contado de formas bem diferentes pelos dois a um delegado de polícia. Nos dias atuais, eles são interrogados separadamente por conta da investigação da morte de um dos personagens (o que lembra um pouco outra série maravilhosa, “True Detective”)!

Resta a você escolher em quem acreditar, baseando-se nesses flashbacks. Confesso que fico sempre do lado da Alison. As lembranças dela parecem muito mais verdadeiras do que as dele. Por exemplo, Noah sempre fala de Alison com umas sacadas até  machistas, como “eu quero estar no comando na hora de trepar”, e ela acaba parecendo uma tarada sexual por ele em algumas cenas, do tipo “me come agora”. A versão dela de si mesma é bem reservada, com ele se aproximando na maioria das vezes.

Além de tudo isso, “The Affair” tem uma abertura belíssima, com a canção “Container”, da Fiona Apple (Clique aqui para ver). Fico arrepiada só de ouvir. Ah, boa notícia: teremos segunda temporada!

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Mais de Letícia Mendes

Quatro artistas portuguesas para conhecer

Mariana, a miserável

Mariana Ramos dos Santos é uma ilustradora que nasceu em 1986, em Leiria, mas hoje mora no Porto.

Ela é mestranda em Design Gráfico e Projetos Editoriais na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP). Em uma entrevista a um jornal português em 2011, Mariana disse gostar de desenhar pessoas e procura sempre o lado “grotesco” da coisa. Ela gosta de desenhar ouvindo música e, muita vezes, faz posts engraçadinhos em seu Instagram em que ilustra algumas letras de músicas, inclusive brasileiras:

 

stories para melhorar a tua segunda-feira #storiesdamiserável

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Entrevistas com ela: Almanaquezine // L Manifesto // Projeto Curadoria

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Maria Imaginário

Ela é uma artista visual e ilustradora de 31 anos, que se tornou mais conhecida quando começou a pintar sorvetes e outros doces coloridos em edifícios de Lisboa, sua cidade natal, em 2005. E foi assim que criou a sua marca artística. Não tem como olhar para um desenho dela e não saber que foi a Imaginário que passou por ali.

“Sou fazedora de coisas que gosto” é como ela própria se descreve.

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Kruella D’Enfer

Nascida em 1988, Angela Ferreira pinta desde murais em grande escala até trabalhos intimistas em papel e tela. Sua arte é marcada pelo uso de cores contrastantes e formas geométricas que dão vida a lendas e mitos ancestrais.

Eu tenho a honra de morar próxima a um mural dela em Marvila, bairro de Lisboa, e olhem esse guia que ela fez da cidade.

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Wasted Rita

Agora até a Madonna já descobriu o trabalho de Rita M. Gomes (sim, a cantora compartilhou um artezinha da portuguesa em seu Instagram). Rita se descreve assim: “Ser humana sem valor, realista pessimista, maldita misantropa, super fã de Carly Rae Jepsen”.

Nascida no Porto em 1988, Rita é sarcástica, bem sarcástica em seu trabalho e eu amo isso. Eu adoro tudo o que ela faz, mas especialmente esse último trabalho dela para a edição britânica do Festival Iminente:

 

Installation at Iminente Festival, London // photo by @josepandolucas

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Entrevistas com ela: Público // PARQ magazine 

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Ovelha | The Affair, primeira temporada
Gosto muito de série que bagunça a cabeça. “The Affair”, que estreou nos EUA em outubro, faz isso com você, embaralhando todas suas ideias. Simplesmente porque não dá para confiar na história que é contada. O formato é o seguinte: todos os episódios são divididos em duas partes, sendo metade para a versão do Noah e a outra parte para a de Alison sobre o caso extraconjugal deles.

Noah (Dominic West) é um professor e escritor meio charmoso, casado com uma mulher rica com quem tem quatro filhos. Alison (Ruth Wilson) trabalha como garçonete e é casada com Cole (Joshua Jackson), que é dono de um rancho. O casal, cujo filho de quatro anos morreu afogado, mora nos Hamptons, área de casas de veraneio perto de Nova York, onde Noah e a família vão passar as férias.

the affair
Isso é o que dá para garantir da história. O resto, como Noah e Alison se conheceram, o “approach”, e como a traição vai se desenrolar é contado de formas bem diferentes pelos dois a um delegado de polícia. Nos dias atuais, eles são interrogados separadamente por conta da investigação da morte de um dos personagens (o que lembra um pouco outra série maravilhosa, “True Detective”)!

Resta a você escolher em quem acreditar, baseando-se nesses flashbacks. Confesso que fico sempre do lado da Alison. As lembranças dela parecem muito mais verdadeiras do que as dele. Por exemplo, Noah sempre fala de Alison com umas sacadas até  machistas, como “eu quero estar no comando na hora de trepar”, e ela acaba parecendo uma tarada sexual por ele em algumas cenas, do tipo “me come agora”. A versão dela de si mesma é bem reservada, com ele se aproximando na maioria das vezes.

Além de tudo isso, “The Affair” tem uma abertura belíssima, com a canção “Container”, da Fiona Apple (Clique aqui para ver). Fico arrepiada só de ouvir. Ah, boa notícia: teremos segunda temporada!

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