Para iniciar esse ano, vamos fazer uma breve retrospectiva dos melhores filmes e séries que vimos em 2015:
// LIVRE
A trama é autobiográfica: Cheryl Strayed teve uma infância relativamente difícil e sofre com a morte prematura de sua mãe por causa de um câncer. Depois de alguns anos lidando com esse sentimento, decide fazer a trilha Pacific Crest Trail como um ato simbólico de ressurreição e empoderamento pessoal. A atuação de Reese está arrebatadora. Não é à toa que foi indicada em mais de 15 prêmios diferentes. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// GAROTAS
Karidja Touré, de 21 anos, interpreta Marieme, uma garota de 16 que mora na periferia de Paris com os irmãos e a mãe que mal fica em casa por conta do trabalho de faxineira. O pai nem aparece na história. O irmão mais velho é violento e a agride por qualquer motivo. Ao saber que não conseguirá ingressar no curso técnico por causa das notas baixas, ela fica puta da vida e é aí que ela conhece Lady (Assa Sylla), Adiatou (Lindsay Karamoh) e Fily (Mariétou Touré). DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// OLMO E A GAIVOTA
Uma mistura de documentário e ficção, o filme conta a história de uma atriz que descobre a gravidez quando está prestes a entrar em cartaz com o espetáculo “A Gaivota”, de Tchekov. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// WHAT HAPPENED, MISS SIMONE?
O documentário se propõe a contar todos os fatos da vida da cantora de blues Nina Simone, começando com suas aulas de piano na infância, até como teve que se reerguer para terminar sua carreira de forma digna nos seus últimos anos de vida. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// EX MACHINA
Uma vez feminista, não tive como não imprimir uma crítica à misoginia que existe no cenário atual e no filme. Seguida de uma bela duma misandria muito bem aplicada. O filme é incrível por diversos pontos, vou por partes. Vou contar o mote entre um tópico e outro e já deixo avisado, pode conter spoilers, especialmente a partir do tópico ~ Google, Facebook, Dados. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA
Charlize Theron brilhou no papel de Furiosa, a personagem mais importante a lutar ao lado de Max. Ela rouba a cena ao tentar salvar as mulheres feitas escravas por Immortan Joe para que todas sejam livres em outro lugar.
// DEAR WHITE PEOPLE
Porque Selma recebeu indicações ao Oscar (poucas, menos do que merecia), e “Dear White People” foi completamente ignorado pela academia? Não seria por falta de qualidade técnica, pois a fotografia do filme é boa, a edição muito bem alinhada, roteiro bem amarrado e bom ritmo de trama, além de apresentar boas atuações de seus protagonistas. Além disso, ambos os títulos falam de questões sociais, militância negra e representatividade. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// VICTORIA
O filme todo foi feito em apenas UM TAKE. O filme levou duas horas e meia sem intervalos para os atores, diretor ou equipe técnica. Antes de assisti-lo, não conseguia imaginar como isso seria possível, mas é realmente assim: tudo acontece em sequência e parece muito real (claro que tudo foi filmado em um bairro só de Berlim). DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// PARCEIRAS ETERNAS
É um filme dirigido por Susanna Fogel sobre amizade nesse período estranho em que não somos mais jovens, mas também não temos a estabilidade que esperamos dos adultos (porque, na verdade, estamos à beira de descobrir que essa é a maior mentira desde o Papai Noel). DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// QUE HORAS ELA VOLTA?
O filme conta a história da empregada doméstica Val (Casé), que se muda para São Paulo, deixando sua filha pequena Jéssica (Márdila) em Pernambuco, para trabalhar na casa de uma família classe média-alta. Anos depois, Jéssica decide vir morar na capital paulista com a mãe porque sonha em passar no vestibular da FAU-USP. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// THE UNBREAKABLE KIMMY SCHMIDT
A série lida com problemas reais fazendo críticas extremamente pungentes em um humor político e necessário. Há recorte de classe e raça o tempo inteiro e críticas acerca do machismo, xenofobia, mídia sensacionalista, classe alta estadunidense e o poder do homem branco que não é questionado em absolutamente nada e em momento algum, são de uma sensibilidade única. O espectador é bombardeado com piadas irônicas acerca da temática minorias e isso é sem dúvida o que as feministas estavam esperando há algum tempo. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// ORPHAN BLACK
Sarah é uma mulher que está ali nos seus vinte e tantos anos e a vida não tem sido muito gentil com ela (quem sempre?). Ela tem uma filha que não vê há quase um ano, se envolveu com um cara errado, está sempre sem grana fazendo bicos ilegais, mas quer consertar tudo isso para poder criar a filha a qualquer custo. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// BROAD CITY
Criada por Ilana Glazer e Abbi Jacobson, que interpretam elas mesmas, a série conta as aventuras e desventuras de duas melhores amigas em seus 20 e poucos anos morando em Nova York, sem grana, cheias de problemas, mas sempre juntas e felizes. A série é apadrinhada pela nossa queridíssima ninja feminista Amy Poehler. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// HOW TO GET AWAY WITH MURDER
Experiente, Viola Davis só vive agora, aos 49 anos, a sua primeira protagonista, e o faz com maestria: Annalise Keating é uma mulher negra americana, advogada e professora de Direito Penal. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// JESSICA JONES
A série é ótima como entretenimento: tem uma história atrativa e bem construída, uma protagonista que conquista apesar de não ser “certinha”, ritmo ágil. Mas sua relevância vai além do mundo televisivo. Sem ser didática e apelar para clichês, ela traz à luz um tema necessário que pouco foi abordado na TV, no caso dos abusos psicológicos, e retrata de forma humana o estupro, que vira e mexe é usado como mero recurso para chocar, sem acrescentar em nada à trajetória da personagem. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
Feliz Ano Novo, ovelhitas!
Esperamos que 2016 seja maravilhoso para todas!
Para iniciar esse ano, vamos fazer uma breve retrospectiva dos melhores filmes e séries que vimos em 2015:
// LIVRE
A trama é autobiográfica: Cheryl Strayed teve uma infância relativamente difícil e sofre com a morte prematura de sua mãe por causa de um câncer. Depois de alguns anos lidando com esse sentimento, decide fazer a trilha Pacific Crest Trail como um ato simbólico de ressurreição e empoderamento pessoal. A atuação de Reese está arrebatadora. Não é à toa que foi indicada em mais de 15 prêmios diferentes. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// GAROTAS
Karidja Touré, de 21 anos, interpreta Marieme, uma garota de 16 que mora na periferia de Paris com os irmãos e a mãe que mal fica em casa por conta do trabalho de faxineira. O pai nem aparece na história. O irmão mais velho é violento e a agride por qualquer motivo. Ao saber que não conseguirá ingressar no curso técnico por causa das notas baixas, ela fica puta da vida e é aí que ela conhece Lady (Assa Sylla), Adiatou (Lindsay Karamoh) e Fily (Mariétou Touré). DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// OLMO E A GAIVOTA
Uma mistura de documentário e ficção, o filme conta a história de uma atriz que descobre a gravidez quando está prestes a entrar em cartaz com o espetáculo “A Gaivota”, de Tchekov. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// WHAT HAPPENED, MISS SIMONE?
O documentário se propõe a contar todos os fatos da vida da cantora de blues Nina Simone, começando com suas aulas de piano na infância, até como teve que se reerguer para terminar sua carreira de forma digna nos seus últimos anos de vida. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// EX MACHINA
Uma vez feminista, não tive como não imprimir uma crítica à misoginia que existe no cenário atual e no filme. Seguida de uma bela duma misandria muito bem aplicada. O filme é incrível por diversos pontos, vou por partes. Vou contar o mote entre um tópico e outro e já deixo avisado, pode conter spoilers, especialmente a partir do tópico ~ Google, Facebook, Dados. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA
Charlize Theron brilhou no papel de Furiosa, a personagem mais importante a lutar ao lado de Max. Ela rouba a cena ao tentar salvar as mulheres feitas escravas por Immortan Joe para que todas sejam livres em outro lugar.
// DEAR WHITE PEOPLE
Porque Selma recebeu indicações ao Oscar (poucas, menos do que merecia), e “Dear White People” foi completamente ignorado pela academia? Não seria por falta de qualidade técnica, pois a fotografia do filme é boa, a edição muito bem alinhada, roteiro bem amarrado e bom ritmo de trama, além de apresentar boas atuações de seus protagonistas. Além disso, ambos os títulos falam de questões sociais, militância negra e representatividade. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// VICTORIA
O filme todo foi feito em apenas UM TAKE. O filme levou duas horas e meia sem intervalos para os atores, diretor ou equipe técnica. Antes de assisti-lo, não conseguia imaginar como isso seria possível, mas é realmente assim: tudo acontece em sequência e parece muito real (claro que tudo foi filmado em um bairro só de Berlim). DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// PARCEIRAS ETERNAS
É um filme dirigido por Susanna Fogel sobre amizade nesse período estranho em que não somos mais jovens, mas também não temos a estabilidade que esperamos dos adultos (porque, na verdade, estamos à beira de descobrir que essa é a maior mentira desde o Papai Noel). DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// QUE HORAS ELA VOLTA?
O filme conta a história da empregada doméstica Val (Casé), que se muda para São Paulo, deixando sua filha pequena Jéssica (Márdila) em Pernambuco, para trabalhar na casa de uma família classe média-alta. Anos depois, Jéssica decide vir morar na capital paulista com a mãe porque sonha em passar no vestibular da FAU-USP. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// THE UNBREAKABLE KIMMY SCHMIDT
A série lida com problemas reais fazendo críticas extremamente pungentes em um humor político e necessário. Há recorte de classe e raça o tempo inteiro e críticas acerca do machismo, xenofobia, mídia sensacionalista, classe alta estadunidense e o poder do homem branco que não é questionado em absolutamente nada e em momento algum, são de uma sensibilidade única. O espectador é bombardeado com piadas irônicas acerca da temática minorias e isso é sem dúvida o que as feministas estavam esperando há algum tempo. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// ORPHAN BLACK
Sarah é uma mulher que está ali nos seus vinte e tantos anos e a vida não tem sido muito gentil com ela (quem sempre?). Ela tem uma filha que não vê há quase um ano, se envolveu com um cara errado, está sempre sem grana fazendo bicos ilegais, mas quer consertar tudo isso para poder criar a filha a qualquer custo. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// BROAD CITY
Criada por Ilana Glazer e Abbi Jacobson, que interpretam elas mesmas, a série conta as aventuras e desventuras de duas melhores amigas em seus 20 e poucos anos morando em Nova York, sem grana, cheias de problemas, mas sempre juntas e felizes. A série é apadrinhada pela nossa queridíssima ninja feminista Amy Poehler. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// HOW TO GET AWAY WITH MURDER
Experiente, Viola Davis só vive agora, aos 49 anos, a sua primeira protagonista, e o faz com maestria: Annalise Keating é uma mulher negra americana, advogada e professora de Direito Penal. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// JESSICA JONES
A série é ótima como entretenimento: tem uma história atrativa e bem construída, uma protagonista que conquista apesar de não ser “certinha”, ritmo ágil. Mas sua relevância vai além do mundo televisivo. Sem ser didática e apelar para clichês, ela traz à luz um tema necessário que pouco foi abordado na TV, no caso dos abusos psicológicos, e retrata de forma humana o estupro, que vira e mexe é usado como mero recurso para chocar, sem acrescentar em nada à trajetória da personagem. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
Para iniciar esse ano, vamos fazer uma breve retrospectiva dos melhores filmes e séries que vimos em 2015:
// LIVRE
A trama é autobiográfica: Cheryl Strayed teve uma infância relativamente difícil e sofre com a morte prematura de sua mãe por causa de um câncer. Depois de alguns anos lidando com esse sentimento, decide fazer a trilha Pacific Crest Trail como um ato simbólico de ressurreição e empoderamento pessoal. A atuação de Reese está arrebatadora. Não é à toa que foi indicada em mais de 15 prêmios diferentes. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// GAROTAS
Karidja Touré, de 21 anos, interpreta Marieme, uma garota de 16 que mora na periferia de Paris com os irmãos e a mãe que mal fica em casa por conta do trabalho de faxineira. O pai nem aparece na história. O irmão mais velho é violento e a agride por qualquer motivo. Ao saber que não conseguirá ingressar no curso técnico por causa das notas baixas, ela fica puta da vida e é aí que ela conhece Lady (Assa Sylla), Adiatou (Lindsay Karamoh) e Fily (Mariétou Touré). DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// OLMO E A GAIVOTA
Uma mistura de documentário e ficção, o filme conta a história de uma atriz que descobre a gravidez quando está prestes a entrar em cartaz com o espetáculo “A Gaivota”, de Tchekov. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// WHAT HAPPENED, MISS SIMONE?
O documentário se propõe a contar todos os fatos da vida da cantora de blues Nina Simone, começando com suas aulas de piano na infância, até como teve que se reerguer para terminar sua carreira de forma digna nos seus últimos anos de vida. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// EX MACHINA
Uma vez feminista, não tive como não imprimir uma crítica à misoginia que existe no cenário atual e no filme. Seguida de uma bela duma misandria muito bem aplicada. O filme é incrível por diversos pontos, vou por partes. Vou contar o mote entre um tópico e outro e já deixo avisado, pode conter spoilers, especialmente a partir do tópico ~ Google, Facebook, Dados. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA
Charlize Theron brilhou no papel de Furiosa, a personagem mais importante a lutar ao lado de Max. Ela rouba a cena ao tentar salvar as mulheres feitas escravas por Immortan Joe para que todas sejam livres em outro lugar.
// DEAR WHITE PEOPLE
Porque Selma recebeu indicações ao Oscar (poucas, menos do que merecia), e “Dear White People” foi completamente ignorado pela academia? Não seria por falta de qualidade técnica, pois a fotografia do filme é boa, a edição muito bem alinhada, roteiro bem amarrado e bom ritmo de trama, além de apresentar boas atuações de seus protagonistas. Além disso, ambos os títulos falam de questões sociais, militância negra e representatividade. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// VICTORIA
O filme todo foi feito em apenas UM TAKE. O filme levou duas horas e meia sem intervalos para os atores, diretor ou equipe técnica. Antes de assisti-lo, não conseguia imaginar como isso seria possível, mas é realmente assim: tudo acontece em sequência e parece muito real (claro que tudo foi filmado em um bairro só de Berlim). DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// PARCEIRAS ETERNAS
É um filme dirigido por Susanna Fogel sobre amizade nesse período estranho em que não somos mais jovens, mas também não temos a estabilidade que esperamos dos adultos (porque, na verdade, estamos à beira de descobrir que essa é a maior mentira desde o Papai Noel). DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// QUE HORAS ELA VOLTA?
O filme conta a história da empregada doméstica Val (Casé), que se muda para São Paulo, deixando sua filha pequena Jéssica (Márdila) em Pernambuco, para trabalhar na casa de uma família classe média-alta. Anos depois, Jéssica decide vir morar na capital paulista com a mãe porque sonha em passar no vestibular da FAU-USP. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// THE UNBREAKABLE KIMMY SCHMIDT
A série lida com problemas reais fazendo críticas extremamente pungentes em um humor político e necessário. Há recorte de classe e raça o tempo inteiro e críticas acerca do machismo, xenofobia, mídia sensacionalista, classe alta estadunidense e o poder do homem branco que não é questionado em absolutamente nada e em momento algum, são de uma sensibilidade única. O espectador é bombardeado com piadas irônicas acerca da temática minorias e isso é sem dúvida o que as feministas estavam esperando há algum tempo. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// ORPHAN BLACK
Sarah é uma mulher que está ali nos seus vinte e tantos anos e a vida não tem sido muito gentil com ela (quem sempre?). Ela tem uma filha que não vê há quase um ano, se envolveu com um cara errado, está sempre sem grana fazendo bicos ilegais, mas quer consertar tudo isso para poder criar a filha a qualquer custo. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// BROAD CITY
Criada por Ilana Glazer e Abbi Jacobson, que interpretam elas mesmas, a série conta as aventuras e desventuras de duas melhores amigas em seus 20 e poucos anos morando em Nova York, sem grana, cheias de problemas, mas sempre juntas e felizes. A série é apadrinhada pela nossa queridíssima ninja feminista Amy Poehler. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// HOW TO GET AWAY WITH MURDER
Experiente, Viola Davis só vive agora, aos 49 anos, a sua primeira protagonista, e o faz com maestria: Annalise Keating é uma mulher negra americana, advogada e professora de Direito Penal. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// JESSICA JONES
A série é ótima como entretenimento: tem uma história atrativa e bem construída, uma protagonista que conquista apesar de não ser “certinha”, ritmo ágil. Mas sua relevância vai além do mundo televisivo. Sem ser didática e apelar para clichês, ela traz à luz um tema necessário que pouco foi abordado na TV, no caso dos abusos psicológicos, e retrata de forma humana o estupro, que vira e mexe é usado como mero recurso para chocar, sem acrescentar em nada à trajetória da personagem. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
Um dos filmes mais comentados e elogiados do ano passado tem uma história bem simples: uma garota nova-iorquina só se ferra na batalha diária da vida. Frances Ha, personagem-título, passa por situações extremamente constrangedoras, como fazer um “bate e volta” deprimente a Paris, e outras que poderiam ser constrangedoras, mas são fofas, tipo dançar descontroladamente no meio da rua. “Às vezes é bom fazer o que você deve fazer quando você tem que fazer”, diz Frances. “Amiga, me dá um abraço”, você pensa ao ver o filme. Veja uma das cenas mais lindinhas.
O que eu fui descobrir só essas semanas graças ao Netflix é que a belíssima-atriz-musa-amiga da Lena Dunham, Greta Gerwig, lançou em 2012 um filme parecidíssimo com “Frances Ha”. “Lola Versus” nem chegou a estrear nos cinemas brasileiros muito menos chamou a atenção da crítica gringa por ter uma vibe meio “Sessão da Tarde”. Porém, ao ler a sinopse, eu senti que precisava dar uma conferida nisso aí. Lola, personagem-título, tem 29 anos e está prestes a se casar com Luke, que é interpretado pelo muso Joel Kinnaman (o Holder, da série “The Killing”), quando ele entra em pânico e resolve terminar tudo.
Perto da fotografia em preto e branco de “Frances Ha”, “Lola Versus” é meio que colorido demais. Conforme uma amiga me ajudou a observar, as duas personagens se veem de repente livres de seus relacionamentos para conhecerem o mundo. Frances é a garota solitária, rejeitada até pela melhor amiga blasé; Lola é a disputada por todos os homens que aparecem em cena e até pela amiga-grude, afetada demais da conta.
“Frances Ha” é mais realista. Frances paga aluguel, visita a família no Natal e sofre para viver de sua arte, o ballet. “Lola Versus” é mais piegas. Lola está sempre com maquiagem, cabelo e figurino perfeitos, seu apartamento é belezinha de catálogo, faz doutorado em literatura, e tudo isso sustentado pelo trabalho como garçonete.
É bizarro como dois filmes diferentes possam se complementar tanto. Parece até que a Greta Gerwig ficou tão decepcionada com o papel da Lola que ajudou o diretor e roteirista Noah Baumbach a fazer de “Frances Ha” um puta filme – e ela colaborou de verdade com o roteiro. Enfim, deixei bem claro quem é minha favorita, mas confesso que dei uma chorada com os dramas das duas personagens. E mal posso esperar para ver “The Humbling“, o novo filme da nossa musa ao lado de Al Pacino, ainda sem data de estreia no Brasil.
A trama é autobiográfica: Cheryl Strayed teve uma infância relativamente difícil e sofre com a morte prematura de sua mãe por causa de um câncer. Depois de alguns anos lidando com esse sentimento, decide fazer a trilha Pacific Crest Trail como um ato simbólico de ressurreição e empoderamento pessoal. A atuação de Reese está arrebatadora. Não é à toa que foi indicada em mais de 15 prêmios diferentes. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// GAROTAS
Karidja Touré, de 21 anos, interpreta Marieme, uma garota de 16 que mora na periferia de Paris com os irmãos e a mãe que mal fica em casa por conta do trabalho de faxineira. O pai nem aparece na história. O irmão mais velho é violento e a agride por qualquer motivo. Ao saber que não conseguirá ingressar no curso técnico por causa das notas baixas, ela fica puta da vida e é aí que ela conhece Lady (Assa Sylla), Adiatou (Lindsay Karamoh) e Fily (Mariétou Touré). DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// OLMO E A GAIVOTA
Uma mistura de documentário e ficção, o filme conta a história de uma atriz que descobre a gravidez quando está prestes a entrar em cartaz com o espetáculo “A Gaivota”, de Tchekov. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// WHAT HAPPENED, MISS SIMONE?
O documentário se propõe a contar todos os fatos da vida da cantora de blues Nina Simone, começando com suas aulas de piano na infância, até como teve que se reerguer para terminar sua carreira de forma digna nos seus últimos anos de vida. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// EX MACHINA
Uma vez feminista, não tive como não imprimir uma crítica à misoginia que existe no cenário atual e no filme. Seguida de uma bela duma misandria muito bem aplicada. O filme é incrível por diversos pontos, vou por partes. Vou contar o mote entre um tópico e outro e já deixo avisado, pode conter spoilers, especialmente a partir do tópico ~ Google, Facebook, Dados. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA
Charlize Theron brilhou no papel de Furiosa, a personagem mais importante a lutar ao lado de Max. Ela rouba a cena ao tentar salvar as mulheres feitas escravas por Immortan Joe para que todas sejam livres em outro lugar.
// DEAR WHITE PEOPLE
Porque Selma recebeu indicações ao Oscar (poucas, menos do que merecia), e “Dear White People” foi completamente ignorado pela academia? Não seria por falta de qualidade técnica, pois a fotografia do filme é boa, a edição muito bem alinhada, roteiro bem amarrado e bom ritmo de trama, além de apresentar boas atuações de seus protagonistas. Além disso, ambos os títulos falam de questões sociais, militância negra e representatividade. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// VICTORIA
O filme todo foi feito em apenas UM TAKE. O filme levou duas horas e meia sem intervalos para os atores, diretor ou equipe técnica. Antes de assisti-lo, não conseguia imaginar como isso seria possível, mas é realmente assim: tudo acontece em sequência e parece muito real (claro que tudo foi filmado em um bairro só de Berlim). DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// PARCEIRAS ETERNAS
É um filme dirigido por Susanna Fogel sobre amizade nesse período estranho em que não somos mais jovens, mas também não temos a estabilidade que esperamos dos adultos (porque, na verdade, estamos à beira de descobrir que essa é a maior mentira desde o Papai Noel). DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// QUE HORAS ELA VOLTA?
O filme conta a história da empregada doméstica Val (Casé), que se muda para São Paulo, deixando sua filha pequena Jéssica (Márdila) em Pernambuco, para trabalhar na casa de uma família classe média-alta. Anos depois, Jéssica decide vir morar na capital paulista com a mãe porque sonha em passar no vestibular da FAU-USP. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// THE UNBREAKABLE KIMMY SCHMIDT
A série lida com problemas reais fazendo críticas extremamente pungentes em um humor político e necessário. Há recorte de classe e raça o tempo inteiro e críticas acerca do machismo, xenofobia, mídia sensacionalista, classe alta estadunidense e o poder do homem branco que não é questionado em absolutamente nada e em momento algum, são de uma sensibilidade única. O espectador é bombardeado com piadas irônicas acerca da temática minorias e isso é sem dúvida o que as feministas estavam esperando há algum tempo. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// ORPHAN BLACK
Sarah é uma mulher que está ali nos seus vinte e tantos anos e a vida não tem sido muito gentil com ela (quem sempre?). Ela tem uma filha que não vê há quase um ano, se envolveu com um cara errado, está sempre sem grana fazendo bicos ilegais, mas quer consertar tudo isso para poder criar a filha a qualquer custo. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// BROAD CITY
Criada por Ilana Glazer e Abbi Jacobson, que interpretam elas mesmas, a série conta as aventuras e desventuras de duas melhores amigas em seus 20 e poucos anos morando em Nova York, sem grana, cheias de problemas, mas sempre juntas e felizes. A série é apadrinhada pela nossa queridíssima ninja feminista Amy Poehler. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// HOW TO GET AWAY WITH MURDER
Experiente, Viola Davis só vive agora, aos 49 anos, a sua primeira protagonista, e o faz com maestria: Annalise Keating é uma mulher negra americana, advogada e professora de Direito Penal. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// JESSICA JONES
A série é ótima como entretenimento: tem uma história atrativa e bem construída, uma protagonista que conquista apesar de não ser “certinha”, ritmo ágil. Mas sua relevância vai além do mundo televisivo. Sem ser didática e apelar para clichês, ela traz à luz um tema necessário que pouco foi abordado na TV, no caso dos abusos psicológicos, e retrata de forma humana o estupro, que vira e mexe é usado como mero recurso para chocar, sem acrescentar em nada à trajetória da personagem. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.