‘Only yesterday’ chega aos EUA após 25 anos

A GKIDS (Guerrilla Kids International Distribution Syndicate) é uma distribuidora norte-americana que leva para esse mundão filmes independentes de animação. Foi ela inclusive que colocou o brasileiro “O menino e o mundo” em evidência para ser indicado ao Oscar 2016.

Agora em fevereiro, a distribuidora vai lançar pela primeira vez nos EUA o filme “Only yesterday”, de 1999 1991, dirigido por Isao Takahata, do Studio Ghibli.

As vozes da dublagem americana foram feitas por Daisy Ridley, que interpreta a Rey em “Star Wars: O despertar da Força”, e Dev Patel.

Ridley dubla Taeko, uma mulher de 27 anos que viveu toda sua vida em Tóquio. Ao viajar de trem para visitar sua família no interior, ela começa a se lembrar de quando era uma estudante em 1966.

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Petra Collins para Adidas

Petra Collins é uma canadense de 22 anos, que mora em Nova York, é fotógrafa de moda e artista. Ela é nossa musa porque: é melhor amiga da Tavi Gevinson, escritora-atriz-editora da “Rookie Magazine”. Ela já fotografou para a “Purple magazine”, a “Vogue Italia”, a “Vice Magazine” e a Urban Outfitters. Em 2013, ela fez essa camiseta po-lê-mi-ca de uma vagina menstruada para a American Apparel.

 


 
Também em 2013 a conta do Instagram da Petra foi deletada porque ela publicou uma foto dos seus próprios pêlos pubianos saltando do biquíni. Ela reclamou que a imagem não quebrava as regras de publicação da rede social e conseguiu ter sua página de volta.

Enfim… se você der um Google, encontrará muita coisa bonita que a Petra Collins já fez. Seu trabalho mais recente é o vídeo (você pode ver lá no topo ou clicando aqui) que a adidas divulgou nesta semana da coleção StellaSport, voltada para as mulheres.

No vídeo de seis minutos, intitulado “Break a sweat” (Queime o suor), quatro atletas mostram suas rotinas matinais. Uma jogadora de futebol, uma bailarina, um jogadora de futebol americano e uma iogue falam sobre o que as impulsiona e o que elassuperaram para seguir suas paixões. Segundo o texto que acompanha o vídeo, essas mulheres são de origens diferentes e têm objetivos de vida distintos, mas estão unidas por suas experiências como mulheres que se esforçam para criar espaços para si na arena dominada pelos homens atletas.

— EXTRA —

Recomendo ver esse vídeo abaixo (em inglês, sem legendas). Nele, Petra Collins fala sobre a insegurança que sentia por causa de seu corpo na época do colégio; sobre seus projetos artísticos; sobre os pêlos do corpo; sobre quando tinha um distúrbio alimentar; e como ela decidiu não ir contra o que seu corpo naturalmente é.

Casamento homoafetivo ganha filme

O relacionamento de duas mulheres paulistanas, Fabia Fuzeti e Gabi Torrezani, é o pano de fundo para discutir o casamento homoafetivo no Brasil. As diretoras apresentam outras histórias de amor homoafetivas, ativistas LGBT e figuras políticas no documentário “Vestidas de Noiva”, que será lançado no dia 13 de novembro, a partir das 20h, no Itaú Cultural, em São Paulo.

Após a exibição do filme, as diretoras responderão perguntas do público. O evento é gratuito e os ingressos serão distribuídos às 19h30 (entrada sujeita à lotação da sala).

Cartaz oficial VESTIDAS DE NOIVA
“Eu acho que as pessoas daqui a 100, 200 anos, quando descobrirem que antigamente os casais do mesmo sexo não tinham o mesmos direitos civis que os demais, vão achar um absurdo”, diz o Promotor José Luiz Bednarski, que autorizou o primeiro casamento homoafetivo no Brasil em 2011 e é entrevistado no documentário.

Além do processo de casamento de Fabia e Gabi, o filme traz como entrevistados André e Sérgio Moresi, o primeiro casal gay a se casar no civil no Brasil; Luciana Genro, importante figura política para a comunidade LGBT; Heloísa Alves, ex-coordenadora de políticas LGBTs do Estado de São Paulo, entre outros.

O filme estará disponível na íntegra em seu canal do YouTube, a partir de janeiro de 2016. Serão feitas outras exibições em ONGs LGBTs e equipamentos culturais e mil DVDs serão distribuídos gratuitamente para ONGs e escolas públicas.
 
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Lançamento “Vestidas de Noiva”
Data: 13 de novembro
Horário: 20h
Local: Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149)
ENTRADA GRATUITA – ingressos serão distribuídos às 19h30

Atriz de Hollywood e inventora do Wi-Fi

Hoje é o aniversário de 101 anos da atriz de Hollywood Hedy Lamarr, que foi uma estrela de cinema nos anos 30 e 40. Porém, muito mais que seu talento e beleza, ela também foi uma importante inventora. Se você fala hoje no seu celular, tem que agradecer a essa mulher. Por isso mesmo que o Goodle Doodle fez um vídeo incrível para homenageá-la.

Hedy Lamarr é na verdade Hedwig Eva Maria Kiesler, austríaca radicada nos Estados Unidos. Sua grande contribuição tecnológica deu-se durante a Segunda Guerra Mundial, tendo sido a sua co-invenção, juntamente com o compositor George Antheil, de um sistema de comunicações para as Forças Armadas dos Estados Unidos, que serviu de base para a atual telefonia celular. Esse sofisticado aparelho de interferência em rádio foi usado para despistar radares nazistas.

 

Hedy Lamarr musando em Hollywood
Hedy Lamarr musando em Hollywood

 
Hedy Lamarr musando na inovação
Hedy Lamarr musando na inovação

 
Apesar de tê-lo patenteado, Hedy Lamarr nunca ganhou um único centavo com sua invenção. No máximo, ganhou um prêmio por sua contribuição em 1997 pela Electronic Frontier Foundation, além de uma menção honrosa “por abrir novos caminhos nas fronteiras da eletrônica” do governo dos Estados Unidos, recebida no mesmo ano.

Considerada a “mãe do telefone celular”, sua ideia do aparelho de frequência serviu de base para a moderna tecnologia de comunicação, usada em conexões de Wi-Fi e CDMA em telefones celulares. O despertar para essa invenção aconteceu quando Lamarr fora casada com um fabricante de armas alemão, do qual se separou ao perceber o envolvimento dele com o nazismo. Ela notou como era fácil a um terceiro bloquear o sinal contínuo usado para o controle dos mísseis e resolveu erguer as mangas para fazer algo a respeito.
 

Pra inspirar, pra agradecer, pra honrar. MUSA <3

Emma Watson encontra Malala

Malala Yousafzai é uma garota paquistanesa, de 18 anos, que sobreviveu em 2012 a uma tentativa de assassinato dos talibãs por sua militância a favor da educação das meninas. A história da Malala é muito interessante (o site dela conta tudo). Para resumir: Malala marcou o mundo ao fazer seu primeiro pronunciamento público em julho de 2013, nove meses após o ataque, na Assembleia de Jovens da ONU.

Na ocasião, ela reforçou que não será silenciada por ameaças terroristas. “Eles pensaram que a bala iria nos silenciar, mas eles falharam”. “Nossos livros e nossos lápis são nossas melhores armas”. “A educação é a única solução, a educação em primeiro lugar”. Clique aqui para assistir o famoso discurso, se ainda não viu.

Ela venceu o Nobel da Paz no ano passado, sendo a mais jovem a ser premiada. Malala também escreveu um livro, publicado no Brasil pela Companhia das Letras, e está lançado um filme sobre sua luta, intitulado “Malala” (“He named me Malala”, no original), que deve estrear no dia 19 aqui.

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Para divulgar esse filme, o festival britânico Into Film chamou a atriz e Embaixadora Global da Boa Vontade da ONU Mulheres Emma Watson para entrevistar Malala.

E foi um belíssimo e emocionante encontro, cujo vídeo você pode assistir no topo deste texto (ou clicando aqui). As duas realmente são mulheres inspiradoras para todas nós.

Abaixo, traduzo a mensagem que Emma Watson publicou em seu Facebook sobre este momento:

“Hoje eu conheci Malala. Ela foi generosa, absolutamente graciosa, atraente e inteligente. Isso pode parecer óbvio, mas fiquei impressionada com isso ainda mais pessoalmente. Há muitas ONGs lá fora no mundo fazendo coisas grandes coisas… Mas se houvesse uma em que eu pudesse colocar o meu dinheiro para que tenha sucesso e faça a mudança neste planeta, seria a dela. (The Malala Fund). Malala não está brincando ou rebuscando suas palavras (uma das muitas razões pelas quais eu a amo). Ela tem a força de suas convicções, junto com o tipo de determinação que eu raramente encontro… E isso não parece ter sido diminuído pelo sucesso que ela já conseguiu. E, por último… Ela tem uma sensação de paz ao seu redor. Deixo isso para o último porque é talvez a mais importante. Talvez como resultado do que ela já passou? Eu, pessoalmente, acho que é apenas quem ela é…

Talvez o momento mais emocionante de hoje para mim foi quando Malala abordou a questão do feminismo. Para lhe dar o contexto, eu tinha inicialmente previsto perguntar a Malala se ela era ou não era uma feminista, mas, em seguida, pesquisei para ver se ela tinha usado esta palavra para descrever a si mesma. Tendo visto que ela não tinha, eu decidi tirar a questão antes do dia de nossa entrevista. Para minha surpresa absoluta, Malala colocou a questão de volta para uma de suas próprias respostas e para se identificar. Talvez feminista não seja a palavra mais fácil de usar… Mas ela fez isso DE QUALQUER MANEIRA. Provavelmente, você pode ver na entrevista como eu me senti sobre isso. Ela também me deu tempo no final do Q & A [perguntas e respostas] para falar sobre alguns de meus próprios trabalhos, o que ela certamente não precisa fazer, eu que estava lá para entrevistá-la. Acho que este gesto é tão emblemático do que Malala e eu estamos discutindo. Eu falei antes sobre por que a palavra feminismo é atualmente tão controversa. Mais recentemente, eu estou aprendendo como é um movimento demasiado dividido. Todos nós estamos caminhando para o mesmo objetivo. Não vamos tornar assustador dizer que você é uma feminista. Eu quero torná-lo um movimento acolhedor e inclusivo. Vamos unir nossas mãos e caminhar juntos para que possamos fazer a mudança real. Malala e eu somos muito sérias sobre isso, mas nós precisamos de você.”

Grimes voltou

Há mais de um ano esperamos algum lançamento da nossa ídola Grimes.

Até que saiu nesta segunda-feira nublada o vídeo de “Flesh without Blood“, música pop bem dançante, junto com um trecho de “Life in the Vivid Dream“, que é mais, digamos assim, etérea (assista acima).

Com 6 minutos e 51 segundos de duração, o clipe é escrito, dirigido, editado e tudo mais pela Grimes. São muitos cenários, muitos figurinos e muito sangue.

 
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Ela aparece como uma anja sanguinária, como uma gamer cyberpunk, como uma donzela vitoriana de peruca roxa…

As duas faixas estão no quarto álbum da Grimes, chamado “Art Angels“, que deve ser lançado na semana que vem.

E essa é a capa do novo disco, com arte feita também pela própria Grimes:

 
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Adele + Xavier Dolan = clipe do ano

Quando eu soube que o novo clipe da Adele (assista acima) seria dirigido por Xavier Dolan, minha expectativa foi extrema. Isso porque o cineasta canadense fez cinco filmes, que são os mais bonitos que já vi nos últimos anos: “Eu matei a minha mãe” (2009), “Amores imaginários” (2010), “Laurence anyways” (2012), “Tom na fazenda” (2013), e “Mommy” (2014).

Já falamos sobre a filmografia do Xavier Dolan aqui.

No clipe da música “Hello”, Dolan simplesmente transformou Adele em uma das mulheres mais lindas e interessantes do mundo. Não que ela não fosse isso antes, mas agora ela alcançou o nível musa master!

Dolan gravou o clipe em preto e branco em Montreal, onde ele foi criado. Adele me permitiu mergulhar profundamente, para que eu pudesse me abandonar artisticamente e emocionalmente, como ela sempre faz”, disse, em entrevista à “Billboard”. Foi um privilégio dirigir o vídeo dessa bonita e comovente canção de Adele.

“Hello” está no terceiro álbum da cantora britânica, que se chama “25” e será lançado no dia 20 de novembro. Enquanto isso, vamos contemplá-la sofrendo por amor, de forma muito elegante.

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Segue a letra pra todas cantarem juntas:

Hello, it’s me
I was wondering if after all these years
You’d like to meet, to go over everything
They say that time’s supposed to heal ya
But I ain’t done much healing

Hello, can you hear me?
I’m in California dreaming about who we used to be
When we were younger and free
I’ve forgotten how it felt before the world fell at our feet

There’s such a difference between us
And a million miles

Hello from the other side
I must’ve called a thousand times to tell you
I’m sorry, for everything that I’ve done
But when I call you never seem to be home

Hello from the outside
At least I can say that I’ve tried to tell you
I’m sorry, for breaking your heart
But it don’t matter, it clearly doesn’t tear you apart anymore

Hello, how are you?
It’s so typical of me to talk about myself
I’m sorry, I hope that you’re well
Did you ever make it out of that town
Where nothing ever happened?

It’s no secret
That the both of us are running out of time

Hello from the other side
I must’ve called a thousand times to tell you
I’m sorry, for everything that I’ve done
But when I call you never seem to be home

Hello from the outside
At least I can say that I’ve tried to tell you
I’m sorry, for breaking your heart
But it don’t matter, it clearly doesn’t tear you apart anymore

Ooooohh, anymore
Ooooohh, anymore
Ooooohh, anymore
Anymore

Hello from the other side
I must’ve called a thousand times to tell you
I’m sorry, for everything that I’ve done
But when I call you never seem to be home

Hello from the outside
At least I can say that I’ve tried to tell you
I’m sorry, for breaking your heart
But it don’t matter, it clearly doesn’t tear you apart anymore

Um vídeo sobre feromônios

O NOWNESS é um canal que todo dia posta/produz vídeos diferentes relacionados à cultura e arte contemporâneas. Eles tem uma uma série chamada “Define Beauty” em que convidam artistas e este é o vídeo de hoje e ele é lindo.

Traduzimos a descrição pra vcs:

“A sedutora anatomia olfativa do corpo é o foco de Barnaby Roper do Scratch’n’Sniff (…). O filme destaca a química elétrica que existe entre o cheiro corporal e a atração, fazendo um caso contra o ocultamento de nossas cavidades e glândulas produtoras de feromônio”

Dance como Emma Stone no clipe do cara do Arcade Fire

Não sei vocês, mas eu gosto bastante dessa moça. É espirituosa, faz carão, pessoa querida, sei lá.
No início do mês, Will Butler, vocalista do Arcade Fire, lançou um clipe para sua música Anna. No vídeo, ela fica passeando por um navio, com um elenco de lindos marinheiros. A coreografia é de ninguém menos do que Ryan Heffington, que também foi responsável pela coreografia de Chandelier, da Sia!!

Olha isso: Ele ensina a coreografia de Chandelier neste vídeo

Me inspirei nesse vídeo para tentar deduzir os nomes que o Ryan deu para os passos da coreografia de Anna

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Encarando o ventilador

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Aquele olhar que só um bigode desses e um quepe conseguem causar

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Barbinha dançante

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Cofre boca-de-Emma

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*Shades*

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Vamos abrir a roda, enlarguecer

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Saindo da piscina

Beyoncé e Nicki Minaj cantam “Feeling Myself” ao vivo juntas pela primeira vez

A performance rolou durante um show do Tidal, aquele programa de streaming de música criado pelo Jay-Z – ou Mr. Carter em parceria com uma galera mas que ainda não vingou por aqui. A ideia deles é fazer frente ao Spotify, mas é difícil superar aqueles nomes de playlist, né?

Sem mais delongas, aperta o play.


que vontade de fazer um bolo ouvindo essa música

secador de cabelo pra quê?

não sei como pude viver até hoje sem essa boia de melancia ;_______;

via GIPHY

“Private Revolutions”: um filme sobre mulheres jovens, egípcias e revolucionárias

Dentro de um carro pelas ruas de Cairo, capital do Egito, uma mulher de aparência estrangeira (por seus cabelos loiros claros e olhos verdes) olha pela janela, enquanto sua voz ao fundo começa a narrativa em alemão. Alexandra Schneider chegou ao Egito em junho 2011, após os protestos de fevereiro do mesmo ano que tiraram o presidente Hosni Mubarak do poder e deram fim a uma ditadura de 30 anos. Com incertezas e esperanças, os egípcios se preparavam, então, para as primeiras eleições presidenciais depois de anos. Nesse turbilhão de opiniões, demonstrações e debates políticos, a diretora austríaca tinha apenas um objetivo: entender o papel das mulheres na onda de revoluções que tomava o país.

Para isso, ela precisou ouvir diferentes mulheres e entrar em contato com diferentes personagens para construir uma visão sobre a participação das jovens, mulheres egípcias na revolução. E foi aí que ela chegou às quatro protagonistas de seu documentário “Private Revolutions: Youg, Female, Egyptian”, lançado em 2014. Cada uma das quatro mulheres tem histórias diferentes que se assemelham de alguma forma. Pelos preconceitos, pela tradição conservadora ou dificuldades que enfrentam. Como achei todas elas muito fortes e suas histórias incríveis, tentarei fazer uma descrição de cada uma.

Sharbat Abdullah: uma mulher forte e convicta de seus posicionamentos políticos. Ela sempre esteve presente nas demonstrações na Praça Tahrir, mas não sossegou após a queda de Mubarak. Continuou indo às ruas, pedindo o boicote das eleições e mudanças na política egípcia. Sofreu com violência policial, foi presa e viu jovens inocentes morrerem nas ruas pelas mãos dos militares, enquanto protestavam. Mesmo assim, ela não perde a coragem e, apesar da falta de apoio de seu marido, segue militando. Mãe de três meninos, ela faz questão de levar seus filhos para as ruas! Em várias cenas do filme, eles aparecem a ajudando. Seja a distribuindo folhetos ou a defendendo de policiais agressivos – como fez seu filho mais velho antes de apanhar e ser preso pelos mesmos policiais.

 

Sharbat mostra bomba de gás de protesto em 2011
Sharbat mostra bomba de gás de protesto em 2011

 
Em uma cena muito marcante, ela discute com vários homens na Praça Tahrir, onde divulgava o boicote às eleições de 2012, e explica com muita eloquência seus ideais políticos. Em outro momento, ela conta que seu filho mais novo apanhou da professora na escola por repetir o discurso político da mãe contra Mubarak. Além disso, ela e a família são hostilizados pelos vizinhos do bairro por seu engajamento político – em uma das cenas do filme, a própria equipe de filmagem é quase expulsa do bairro por estar filmando ali. Isso com certeza a abala emocionalmente, mas mesmo assim ela não desiste da luta. Sua esperança de um país melhor para seus filhos e outros jovens egípcios é o que a move. Para mim, ela é um exemplo de que não precisa fazer parte de uma elite intelectual para fazer revolução! Ela é uma mulher indignada com seu país, que se informa e tem coragem. E isso basta. Ela é um baita exemplo de militância!

Fatema Abouzeid: é uma Muslim Sister. Ela é integrante do partido da Irmandade Mulçumana de posição religiosa e política mais radicais. Fatema trabalhou na campanha de Mohamed Morsi durante as eleições de 2012. Entre o trabalho no partido e os afazeres domésticos, ela monta uma rotina: depois de fazer a primeira prece do dia, às 5h30, ela volta a dormir e levanta de novo por volta das 8h para levar os filhos à escola. Quando volta à casa, tem tempo para trabalhar até às 15h. Depois disso se dedica aos três meninos até eles irem dormir. E depois ao marido, quando ele chega em casa. Fatema é uma mulher tradicional que trabalha e estuda para apoiar seu partido – ela se forma mestre em Ciências Políticas e na cerimônia de entrega do diploma agradece ao seu pai e marido, por terem a autorizado a estudar e a apoiado, e à sua mãe, por rezar por ela. Quando as eleições se aproximam, ela começa a passar mais tempo na sede da campanha. As filmagens, que passam a acontecer lá, são interrompidas a pedido de seus chefes. Em uma cena dentro de seu escritório, Fatema pede cordialmente à diretora que a envie o contrato que assinou para autorizar as filmagens, para que mostre a seus supervisores. Alexandra tenta argumentar, sem sucesso, e é obrigada a desligar a câmera. Mesmo fazendo o que os chefes de Fatema pediram, Alaxandra não consegue mais entrar em contato com ela depois desse dia. A jovem desaparece da vida da diretora e do filme…

 

Fatema trabalha na campanha eleitoral da Irmandade Mulçumana
Fatema trabalha na campanha eleitoral da Irmandade Mulçumana

 
Amani Eltunsi: essa, foi pra mim, uma das mulheres mais inspiradoras do filme (a segunda foi a Sharbat). Tive a sorte de vê-la e ouvir seus comentários no fsk Kino, em Berlim, onde foi feita uma entrevista com ela e com a diretora após o filme. Amani é uma mulher que escolheu enfrentar certas tradições de sua cultura: ela decidiu não se casar, nem ter filhos; ela decidiu questionar a violência contra a mulher, tanto psicológica quanto física; ela decidiu colocar em questão a tradição que obriga jovens a se casarem, e se manterem casadas, mesmo contra sua vontade. A própria Amani sofreu com uma forma de violência imposta pela tradição: quando criança, passou por uma mutilação genital, processo que amputa o clitóris da mulher. O tema é introduzido no filme de forma sutil, em uma conversa da protagonista com outras duas jovens. Na conversa, ela pergunta se ambas foram “circuncidadas”. Ao que elas respondem que sim e contam suas histórias, Amani diz: “vocês sabem que vocês não são obrigadas a fazer isso com suas filhas… a escolha é de vocês”, ambas respondem que não pretendem deixar as filhas passarem por isso. Amani conta depois à diretora, já com certa naturalidade, como sua mãe a levou ao médico e ele fez o procedimento, enquanto outras mulheres a seguravam em uma maca. Ela não sabia do que se tratava até vê-lo com uma espécie de tesoura em mãos.

 

Amani abriu a primeira rádio só para mulheres no Oriente Médio
Amani abriu a primeira rádio só para mulheres no Oriente Médio

 
Sua história a fez forte e a fez querer mudar o destino de outras mulheres no Egito. A protagonista começou com um programa de rádio online chamado “Só para mulheres” (Banat wa Bas, em árabe), em que dá voz a mulheres para falarem sobre violência doméstica, assédio sexual, questões políticas, etc. Com sua editora, publicou um livro sobre esses temas, tendo histórias de mulheres egípcias como pano de fundo. Infelizmente, as cópias foram queimadas – em um incêndio na sede da editora – após a pose de Morsi, em 2012. Quando a Irmandade Mulçumana é eleita, Amani passa a ser perseguida e tem seu site e páginas no Facebook hackeados e tirados do ar. Sem escolha e com muita dor, resolve ir para Dubai para seguir sua vida e procurar emprego.

May Gah Allah: é talvez uma das mais jovens entre as protagonistas. May faz parte de uma minoria discriminada no Egito: o povo da região da Núbia situada no vale do Rio Nilo. Talvez o preconceito que sofreu durante a vida tenha lhe dado tanta coragem. May larga seu emprego em um banco, motivada em fazer alguma diferença para a sua população. “Eu me perguntei um dia antes de dormir: e se eu morrer amanhã e Deus me perguntar o que eu fiz pelas pessoas, devo dizer a ele que só ganhei dinheiro?”. Com essa questão pessoal, May começa seu projeto. Ela une todos os esforços para construir uma cooperativa para os moradores de sua cidade natal ao sul do Egito. Eu seu projeto de cooperativa, aulas de computação, esportes e atividades de lazer seriam oferecidas a todos – incluindo mulheres e meninas. Em uma das cenas do filme, May, usando uma camiseta com “I love being Black” joga futebol com algumas meninas de sua comunidade e explica como aquilo é novo e importante para elas. Apesar das dificuldades de enfrentar uma tradição muito conservadora com ideias novas, May não desiste e acaba se mudando de volta a sua cidade natal na Núbia para seguir seu sonho.

 

May volta à Núbia para ajudar pessoas da região
May volta à Núbia para construir cooperativa para pessoas da região

 
As histórias das quatro protagonistas vão se intercalando e a diretora também se faz presente, ao aparecer em algumas cenas ou com sua voz nas entrevistas. Achei o filme bom também por esse aspecto, já que diretora, uma austríaca, não tenta fazer o filme como se fosse uma egípcia. Ela reconhece seu papel como outsider e se apresenta como estrangeira tentando conhecer e entender uma realidade nova.

A gravação do filme durou dois anos e, claro, que nesse meio tempo muita coisa aconteceu na política do país e na vida das protagonistas. Sharbat, que reclamava da falta de apoio do marido, pede o divórcio para seguir sua militância sozinha com seus filhos. Amani que foi perseguida e obrigada a se mudar para Dubai consegue retornar ao Egito, em 2013, após a queda de Morsi e da Irmandade Mulçumana. Hoje ela tem uma editora e lançou uma revista chamada “Ladies 1st”. Orgulhosa, ela contou, em sua curta entrevista em Berlim, que terminou recentemente seu PhD,no qual analisou a violência contra a mulher em séries da televisão egípcia.

May se casou com um homem da sua região e que a apoia no seu projeto na comunidade. Alexandra Schneider conta que nunca mais teve notícias de Fatema desde sua última filmagem na sede do partido. Com a queda de Morsi, integrantes da Irmandade Mulçumana passaram a ser perseguidos. Alexandra acredita que depois disso Fatema tenha saído do país, provavelmente.

 
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O filme apresenta personalidades tão fortes com muita sensibilidade. Ele não aborda diretamente questões como violência doméstica, assédio sexual, discriminação ou casamento obrigatório. Mas muitos pontos relevantes para discussões de gênero são problematizados de forma sutil. Como o casamento, por exemplo. Amani e May questionam diversas vezes as visões de suas famílias de que elas precisam se casar o quanto antes. “As mulheres perguntam quem vai cuidar de mim e me sustentar, se eu não tiver um marido?”, relata May sobre o que viveu em sua comunidade. May se casa depois, mas por escolha própria e com alguém que ela também escolheu. Amani decide se focar exclusivamente em sua carreira, o que para algumas mulheres no Oriente Médio ainda é incomum.

Em pequenos detalhes do filme, percebe-se qual a relação da sociedade com a mulher. Quando May vai a um dos ministérios, terminar a papelada da cooperativa, ela é questionada de onde ela conseguiu as doações e o terreno para construção do prédio. Os responsáveis – todos homens – parecem achar um pouco inacreditável que ela tenha recebido tudo como doação, mas ao que ela diz “meu pai conhece muitas pessoas”, a reação muda: “Ah, então foi por causa do seu pai…” É como se uma mulher sozinha não pudesse ter essas conexões. Em outra cena, Amani discute calmamente em uma livraria, onde apresentava seu livro, com alguns homens que parecem contrariados por seu discurso feminista. Para eles, suas esposas têm que fazer o que eles mandam. Amani reage com muita calma – porque já deve ter se acostumado a ouvir coisas assim – e tenta argumentar com os espectadores, mostrando o lado das mulheres.

Ao final do filme, procurei Amani e a perguntei: a situação das mulheres no Egito melhorou de alguma forma? Ela me respondeu rapidamente que não, apenas havia piorado tendo em vista toda a situação política do país – Morsi foi retirado pelas Forças Armadas e condenado à morte, em maio desse ano. Recentemente o Primeiro-Ministro Ibrahim Mahlab pediu demissão e as próximas eleições legislativas estão marcadas para acontecer em outubro. O futuro do Egito parece incerto, e o das egípcias talvez mais ainda.

Por isso a luta continua. Das protagonistas do filme e de muitas outras mulheres no Egito. Até que as revoluções privadas se tornem uma revolução coletiva de todas as mulheres.

 
Créditos das fotos: © Daniela Praher Filmproduktion`

Parceiras eternas: sobre a amizade adulta

Dizem que em um certo momento entre os 25 e 26 anos, passamos dos vinte e poucos para os vinte e muitos. Em geral, essa mudança que não tem ritos ou hábitos definidos se faz notar pela comparação com os outros: Os outros que fomos no início dos vinte e anos ou os outros que nos acompanham em nossos círculos sociais e profissionais. É comum – ainda que não seja necessário – que nossas vontades e hábitos mudem quando passamos pelas etapas destinadas a cada faixa etária. Segundo a ordem geral, primeiro nos formamos no colégio, depois faculdade, vida loca, estágio, TCC, primeiro emprego, casamento, maturidade, filhos, estabilidade ou, no mínimo, sucesso. São as linhas gerais que, felizmente, nossa geração começa a desafiar – até porque pra caber nelas é preciso um histórico de inúmeros privilégios. O que eu quero dizer – e esse texto parte de uma pessoa que cumpriu mais ou menos um terço dessa linha de produção – é que uma hora as cobranças sociais ou as vontades pessoais batem um relógio que sussurra diariamente em nossas cabecinhas: você não tem mais idade pra isso.

 
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De repente, seus amigos trocam as festas por uma confortável madrugada com vinho (de um preço que você nem sabia que eles tinham grana pra bancar). De repente, fica chato se perceber repetindo os mesmos programas que você faz desde a época da faculdade. De repente, já tem conhecidos casando, tendo filhos, indo morar fora do país. E de repente bate aquele pavorzinho de ser a última entre os perdidos. Talvez o que diferencie os vinte e poucos dos vinte e muito é justamente a sensação de que agora estamos por conta própria, cada amigo segue um caminho e nos encontramos nas raras horas em que temos ânimo para socializar. Nossos probleminhas de vida jovem adulta não são mesmo tão graves, é o risco da solidão que amarga essas desaventuras. A rotina ser ruim não é tão pesado, difícil mesmo é não ter com quem compartilhar desgraça até transformá-la em piada.

 
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Parceiras Eternas (no original, Life Partners) é um filme dirigido por Susanna Fogel sobre amizade nesse período estranho em que não somos mais jovens, mas também não temos a estabilidade que esperamos dos adultos (porque, na verdade, estamos à beira de descobrir que essa é a maior mentira desde o Papai Noel). Sasha e Paige – interpretadas respectivamente pelas atrizes Leighton Meester e Gillians Jacobs – são melhores amigas que, apesar de serem muito diferentes, compartilham cada momento de seus dias em mensagens e intimidade quase excessivas. Sasha trabalha como recepcionista e, aparentemente, seu sonho é ser música. No entanto, passa os dias entre o tédio do escritório e a frustração com a própria criatividade. Paige é a amiga bem sucedida que trabalha como advogada defendendo causas ambientais. As diferenças profissionais não parecem atrapalhar a amizade, porque as duas são igualmente ruins quando o assunto é maturidade e relacionamentos. Sasha saí com muitas garotas, mas, frequentemente, elas são ex-namoradas de suas amigas ou muito mais jovens e ainda moram com os pais, portanto, o alarme de “não tenho mais idade pra isso” toca alto. Paige, como qualquer garota hétero, tem dificuldade em achar um cara decente, legal e de boa. Além dos fracassos em comum, as amigas compartilham o gosto por programas de TV de qualidade duvidosa, admiração e respeito. É aquele tipo de relacionamento em que a parceria e o carinho são certos, independente do quão diferente sejam os desejos e destinos das pessoas envolvidas.

 
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A trama realmente começa quando a harmonia entre as duas é desequilibrada por um novo componente: Tim (interpretado por um Adam Brody que só fica mais gato com a idade), o cara decente que faltava na vida amorosa de Paige. Conforme ela abre espaço para uma nova pessoa em sua vida, inevitavelmente precisa reduzir o tempo que dedica a sua amizade com Sasha. Mas as duas relutam diante da necessidade de mudar a dinâmica da relação e se embolam no próprio medo. Sasha que já não estava satisfeita com sua vida, se sente muito solitária e perdida. Paige, apesar de ter mais estabilidade profissional e amorosa, é imatura na hora de lidar com tem seus erros e limites, então, surta com as cobranças da amiga. São necessários alguns desencontros, gritos e lágrimas até que elas aprendam a ajustar o relacionamento às novas circunstâncias da vida adulta, mas o final é feliz.

 
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Parceiras Eternas é uma boa escolha pra quem tá com preguiça de ver um filme cabeçudo, mas também não quer ter sua inteligência subestimada. É uma história gostosinha, divertida e fofa. Sem contar que é realmente revitalizante ver um filme sobre mulheres adultas que não seja sobre casamento, maternidade ou sucesso profissional, mas, sim, sobre manter suas amigas como uma de suas prioridades. Tem o selo Ovelha e Teste de Bechdel de aprovação!

Descartando um namoro por Whatsapp

O clipe da música “How Can It Be (feat. Maddee)”, do canadense Harrison, foi destaque da semana passa no Vimeo e no Update Or Die! ao simular a tela vertical de um smartphone (tanto que a ideia é que você assista na tela do seu celular) tendo o Whatsapp como cenário de um gélido término de namoro. A troca de mensagens entre o casal Matt e Katy é sincronizada com a música, o que aumenta a aflição do espectador na similaridade do tempo de interação entre os personagens.

Com o coração apertado, inicialmente podemos nos identificar com o rapaz que está levando o pé-na-bunda. Mas o interessante é ver a frieza e praticidade da garota, que dispensa o namorado de um ano enquanto conversa com o peguete em outra tela.

Antes de enchermos a boca pra falar sobre a falta de coragem da garota de terminar o namoro de forma mais “decente” (e nem me venham com slut shaming), a gente tem que se colocar no lugar dela e lembrar que todo mundo já foi egoísta e cagou no maiô em alguma relação. Tem até quem conheça outra pessoa e não tem nem a decência de terminar, pelo contrário: leva o casinho paralelo ao relacionamento. Dói, mas a vida vai ensinando que o que achávamos ser amor, era cilada.

Tem quem traduza esse vídeo sobre a parte ruim da tecnologia, que aumenta a distância e o foda-se entre as pessoas. Mas sabe, não vejo tanto por aí. Sempre teve quem não está nem aí. Que simplesmente sumia, não atendia telefone, não respondia carta, não atendia a campainha. Desde a época da sua avó.

Vamos ser mais honestos com a gente e com os outros. Melhor terminar do jeito que for do que levar uma relação que não tá legal pra você, que de consequência não vai ser legal pro outro.
 
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Pra quem curtiu o som, ouça o EP e siga o SoundCloud. Fica um outro som aqui:
 

Quem são os millennials da África do Sul

O Generation Soweto é um documentário que vai falar sobre a vida dos jovens sul-africanos. A Nisa Ahmad idealizou o projeto enquanto viajava pela África do Sul. O filme vai explorar a cultura da geração millennial do país, acompanhando quatro jovens sul-africanos que cresceram após a democratização e o fim do apartheid.

 
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Gravado em Johannesburgo e na Cidade do Cabo, além de mostrar a situação política e social da África do Sul, o projeto também pretende abordar assuntos como racismo, xenofobia e o processo de gentrificação que vem acontecendo em várias cidades do país.

O Generation Soweto conta com a participação de gente super criativa, como as blogueiras Twiggy e Sedi, do Sleepless in Soweto, e a Neema Nouse.

 

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As blogueiras de Soweto, Twiggy Moli & Sedi Ramone.

Neema Nouse, blogueira de Johannesburgo .
Neema Nouse, blogueira de Johannesburgo.

 
A produção do Generation Soweto ainda não acabou, por isso tá rolando uma campanha no IndieGogo para arrecadar dinheiro e finalizar esse projeto super legal.


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Rivalidade entre irmãs

Ser rival da sua irmã é algo mais comum do que se pensa. Às vezes não tem jeito. É confronto que começa na infância e dura a vida toda. Seja por uma irmã achar que a outra foi mais favorecida pelos pais ou por temperamentos diferentes. Ainda assim, muitas pessoas se chocam quando veem criaturas tão opostas (não só pela aparência) vindas de uma mesma criação.

É muita coisa para se trabalhar na terapia, mas também é o argumento do filme “Os olhos amarelos dos crocodilos”, da diretora belga Cécile Telerman, baseado no livro homônimo da escritora Katherine Pancol.

 
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Joséphine (Julie Depardieu) é uma mulher discreta, que tem doutorado sobre a Idade Média e uma forte ligação com o pai que morreu há 30 anos. Ela expulsa o marido infiel de casa e tem uma dificuldade financeira para criar as duas filhas, Zoé – a caçula – e Hortense, uma adolescente que a desrespeita o tempo todo.

Iris (Emmanuelle Béart) é o oposto. Ela é uma mulher extrovertida e bem perua, que é sustentada pelo marido, um advogado super rico. Ela dá pouca atenção ao seu único filho e prefere passar mais tempo com as amigas fúteis. Desde menina, Iris foi privilegiada pela mãe – a ponto de salvá-la de um afogamento, deixando Joséphine para trás no mar.

 
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Durante um jantar de negócios do marido, para não ser considerada apenas uma madame, Iris diz que está escrevendo um livro que se passa na Idade Média.

A partir daí, a história é previsível. Iris vai praticamente obrigar a irmã a escrever o livro por ela, com a garantia de que Jo ficará com toda a grana. Esse livro se transforma em best-seller, mas quem leva toda a fama é Iris, não Joséphine. A editora cobra que Iris escreva um segundo livro, já que o primeiro foi um sucesso, mas Jo se recusa, o que trará toda essa rivalidade entre irmãs que elas tinham desde a infância à tona.

Mas não vá esperando uma trama bem densa, com um roteiro sensacional e conclusão incrível. É um filme que vale a pena ver apenas pelas personagens (e as atrizes maravilhosas), que são mulheres complexas, e pela questão das relações familiares. Uma família não deveria ser composta por chantagens, maldades e humilhações. Como agiríamos com a nossa irmã numa situação dessa?

 
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Filha destrói pai no beatbox

Nicole Paris aprendeu com o pai a fazer beatbox, essa arte maravilhosa de fazer música usando apenas a boca como instrmento. Mas nesse vídeo, parece que a aprendiz supera -eu diria humilha, eu diria destrói – o mestre.

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Paris Hilton limpa os cacos do pai da Nicole que ficaram pelo chão
 
O vídeo postado há duas semanas já tem cerca de 2 milhões de visualizações. Só eu vi umas 3 vezes…
 

Como eu vou ficar o resto do dia…
 
Fiquei tão embasbacada com a moça que fui fuxicar o canal dela no Youtube. Acabei encontro este outro vídeo de 1 ano atrás, que já não era nada mal.

 

 

Nicole e Paris aplaudem Nicole Paris

Uma animação pra quem tem gato

Okay. Se você ama gatos, desenhos e Bee & PuppyCat vai pirar com esse curta-metragem, dirigido e animado pela artista estadounidense Kelsey Goldych.

 
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Trash Cat é uma animação simples que apresenta uma gatinha exploradora que adora derrubar coisas e criar caos por onde passa. Quem tem gato sabe exatamente a sensação de dizer “na-na-na-não” na esperança do bichano parar de causar.

 

 
A animação é tão fofa que dá vontade de ver de novo e de novo ♡♡♡
 
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Ouça: Valerie June

Valerie June é uma cantora, compositora e multi-instrumentista norte-americana, de 33 anos. Fiquei chocada a primeira vez que a ouvi. Além dela ter um estilo incrível e ser belíssima, sua voz é extremamente marcante e ela toca muitíssimo bem. Sua música é uma mistura de folk com blues, soul, country.

 
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Pushin’ Against a Stone, lançado em 2013 e coproduzido por Dan Auerbach, do Black Keys, é seu quarto álbum. June tem outros discos, mas este foi o primeiro dela assinado por gravadora – a Sunday Best Recordings.
 
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Sobre o título do disco, ela escreveu em seu site oficial:

Eu sinto como se, na minha vida toda, sempre tivesse uma pedra que eu estivesse empurrando. Alguns dias é uma boa coisa para se ter, como um melhor amigo, e, às vezes é o seu pior inimigo. No caso desse disco, eu tinha tantos amigos me ajudando a mover a pedra.

 
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June começou a se apresentar aos 19 anos, com seu então marido Michael Joyner, no duo Bella Sun. Após o término do seu casamento, ela começou a trabalhar como artista solo e a praticar instrumentos como guitarra e banjo.

 
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Do disco Pushin’ Against a Stone, com certeza as minhas favoritas são Workin’ Woman Blues (faixa 1), Somebody to love (faixa 2) e You Can’t Be Told (faixa 9). Ouça abaixo na playlist do Youtube:

 

 
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Assista: As maravilhas

Como não indicar um filme sobre mulheres feito por uma mulher e que faz você se emocionar? “As maravilhas” é um longa-metragem muito pessoal da diretora Alice Rohrwacher. Ela nega em várias entrevistas que seja autobiográfico, mas, ao vê-lo, dá para sentir uma afetividade com aquela história, como se Gelsomina fosse uma antepassada de Alice.

Gelsomina (papel de Maria Alexandra Lungu), aliás, é uma garota de 12 anos e a personagem principal da história. Ela é a filha mais velha e a mais responsável de uma família de apicultores que moram no interior da Itália – o filme foi gravado entre a Toscana e a Umbria. São pessoas humildes que ainda valorizam a produção caseira e vivem de criar abelhas para fazer mel.

Wolfgang, o pai da família, é um cara bronco. Resumindo. Ele é casado com Angelica, que é interpretada por Alba Rohrwacher (irmã da diretora e uma das melhores atrizes italianas atuais). Angelica, a mãe, pouco tem voz nas decisões da casa, mas é nela que as filhas confiam.
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A atriz Monica Bellucci entra em cena no papel de uma apresentadora de TV, que promove um concurso para premiar uma família daquela região rural. Sua presença meio mítica encanta Gelsomina, que tenta convencer seu pai a participar do programa. Claro que ele vai ser contra a ideia.
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A partir daí o filme acompanha o processo de amadurecimento de Gelsomina, o despertar do seu desejo sexual por um garoto que vai viver com a família, seu relacionamento com as três irmãs mais novas.

É um filme essencialmente feminino sobre o início da adolescência. É interessante para se refletir também sobre as responsabilidades de adultos que as meninas acabam assumindo. “As maravilhas” é para quem gosta de ver um tipo de cinema bucólico e poético – especialmente nas cenas em que Gelsomina deixa abelhas saírem de sua boca e andarem pelo seu rosto.
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Hair Freedom: minidoc sobre cabelo natural

O Hair Freedom é um mini-documentário da BBC Raw sobre como é a vida de mulheres negras em Londres que resolveram viver com seus cabelos naturais.

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O debate sobre transição capilar está se tornando cada vez mais importante.O documentário feito pela Zindzi Rocque Drayton mostra entrevistas de mulheres negras no Reino Unido que resolveram se despedir dos moldes eurocêntricos de beleza.

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A Zindzi comenta como o cabelo liso está normalizado na nossa sociedade e como muitas mulheres negras sentem pressão para alisar quimicamente suas texturas.

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Esse documentário da Zindzi tá muito lindo: https://youtu.be/uzRAGGRttSw